Descobertas do telescópio Espacial James Webb revolucionam astronomia e mudam pensamento científico

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O Telescópio Espacial James Webb, conhecido como JWST, está revolucionando nossa compreensão do Universo primordial desde que foi lançado em órbita há dois anos. Com mais de 70% do tempo dedicado à espectroscopia, o telescópio coleta amostras de luz dos objetos e as divide nas cores do arco-íris, permitindo que os cientistas obtenham informações valiosas sobre a química, temperatura, densidade e velocidade dos alvos estudados. Além disso, o James Webb tem observado profundamente o cosmos, revelando galáxias que são mais brilhantes, massivas e maduras do que se pensava logo após o Big Bang. Essas descobertas estão desafiando as teorias existentes e mudando o pensamento científico.

Uma das surpresas reveladas pelo James Webb é o tamanho dos buracos negros no centro das galáxias. Enquanto se acreditava que esses gigantes eram formados ao longo do tempo pelo acúmulo de buracos negros menores, o telescópio mostrou evidências de que alguns desses buracos negros gigantes podem ter ultrapassado completamente essa fase estelar. Essas descobertas estão ajudando os pesquisadores a entender melhor a formação e evolução das galáxias.

O lançamento do James Webb em 2021 foi tão preciso que o telescópio possui reservas de combustível para os próximos 20 anos, permitindo que os astrônomos adotem uma abordagem mais estratégica em suas observações. Uma das atividades que serão aceleradas é a prática de fazer “campos profundos”, que consiste em observar áreas específicas do céu por longos períodos de tempo. Essa técnica permitirá ao telescópio rastrear a luz de galáxias mais fracas e distantes, possibilitando a detecção das primeiras galáxias e até mesmo das primeiras estrelas que surgiram no Universo.

Os cientistas estão animados com as possibilidades oferecidas pelo James Webb e esperam fazer descobertas ainda mais surpreendentes nos próximos anos. Através de observações cuidadosas e estratégicas, eles esperam localizar estrelas primordiais, que possuem a assinatura química original do Big Bang. No entanto, essas estrelas são extremamente raras e encontrar uma exigirá muita sorte e observações contínuas ao longo do tempo. O telescópio James Webb está abrindo novos horizontes na astronomia e redefinindo nossa visão do Universo primordial.

 

 

 

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