Werner diz que trabalho conjunto com forças federais resultou em prisões de lideranças do crime organizado

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O secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, classificou a integração entre forças de segurança estaduais e federais como “fundamental”nas prisões de lideranças do crime organizado que atuam na Bahia em 2023. 

“Conseguimos implementar no ano passado a Força Integrada de Combate ao Crime Oraganizado (FICCO), onde policiais federais, civis e militares atuam diretamente. Conseguimos a partir dessa interlocução, alcançar 33 lideranças de facções criminosas em nosso estado e algumas dessas fora da Bahia, em estados do Sul e Suldeste. Importante também a atuação da PRF, que também integra a FICCO, que fez operações pontuais em nossas fronteiras para que houvesse a interrupção do tráfico de drogas e de de armas”, disse Werner durante sua participação na Lavagem do Bonfim nesta quinta-feira (11).

“Isso tudo ajuda demais. Sabemos que as facções não estão adstritas a Bahia. Sofremos ano passado justamente por conta dessa associação, que trouxe uma política do terror e do medo de facções do sudeste para o nosso estado. São de suma importância essas ações que estão sendo capitaneadas pelo Ministério da Justiça e a gente também em âmbito local se fortalecendo cada vez mais com a Polícia Federal e Policia Rodoviária Federal”, completou o secretário. 

Balanço

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) divulgou, na quarta (10), o balanço das Forças Estaduais de Segurança em 2023. Foram apresentados os números de prisões, ocorrências, apreensões e dados estatísticos da segurança durante o último ano. Dos dados anunciados pela pasta dois foram destacados: o número de roubos a ônibus e o número de assaltos a bancos. 

 
Segundo a SSP-BA, os assaltos a bancos no estado diminuíram 41% durante o ano passado. Já os roubos a ônibus registraram queda de 4% em 2023. Outra redução registrada foi a quantidade de mortes violentas. A Bahia obteve 4.855 casos deste tipo no último ano, uma queda de 6%, comparado ais 5.166 casos de 2022. 

O número de homicídios também diminuiu em 6,3%. No ano passado foram 4.599 casos contra 4.909 em 2022. Os casos de feminicídio também caíram. Foram 107 em 2022 e 105 em 2023. 

 
Os latrocínios também foram menores, sendo 67 em 2023 e 87 em 2022. Já as situações de lesão corporal aumentaram 33,3%, sendo 63 casos em 2022 e 84 no último ano. 

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