Preparado para assumir MP-BA a partir de março, Pedro Maia classifica condução ao cargo como “unidade e pacificação” do órgão

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Nomeado procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Bahia (MP-BA) em dezembro, Pedro Maia assumirá a chefia do órgão a partir de março, com a posse programada para o dia 1º. Porém, antes mesmo de sentar na cadeira, o futuro PGJ parece já ter conquistado o papel de referência de liderança dentro do órgão. 

 

Candidato único, Maia marcou história ao obter um número recorde de votos em uma eleição para o cargo: foram 569 votos dentre os 582 eleitores aptos a escolher o novo chefe do MP-BA, o equivalente a 98%. 

 

Ao Bahia Notícias, Pedro Maia disse não ter dúvida de que esse cenário de consenso sobre o seu nome “foi um movimento de unidade, pacificação dentro do Ministério Público da Bahia”. Cenário adiantado pelo site em novembro do ano passado.

 

“É uma votação que realmente me deixou muito feliz, nos dá uma legitimidade muito grande junto à instituição, junto à classe de membros, procuradores, procuradoras, promotores e promotoras”, destacou. 

 

Essa não foi a primeira vez de Maia concorrendo ao posto de procurador-geral de Justiça. Desde 2016 ele coloca o seu nome à disposição, mas não figurou como o favorito do ex-governador Rui Costa (PT). 

 

“Eu me candidatei em 2016, 2018, 2020, 2022 e agora em 2024: cinco eleições. Nas quatro anteriores eu figurei como o mais votado, tive a alegria de integrar a lista tríplice, mas como mais votado pela classe, e venho numa crescente também em termos de votos. Na última eleição, eu já tinha tido uma votação também recorde com 87% dos votos dos membros e essa eleição acho que consolida esse processo”, lembrou. 

 

O que mudou agora é, também, a articulação da atual PGJ, Norma Cavalcanti, e segundo Maia, a “uma confiança muito grande” na sua trajetória institucional e principalmente na gestão administrativa.

 

“Traz uma marca de êxito da atual gestão conduzida pela procuradora-geral, a amiga, Norma Cavalcanti, que me deu a possibilidade de trabalhar com o seu chefe de gabinete e lhe suceder. Então é um processo de pacificação interna e de confiança na atual gestão, e no meu nome para dar seguimento no trabalho que vem sendo realizado”.

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