Ciclovia Salvador-Aracaju ainda é alvo de incertezas e Setur “estranha” projeto através da Codevasf; deputado destinou emenda

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Um dos equipamentos turísticos mais aguardados para os amantes do ciclismo, entre Salvador e Aracaju, ainda segue com o futuro cheio de incertezas. A ciclovia com cerca de 320 km entre a capital baiana e sergipana, com custo podendo chegar a R$ 200 milhões, ainda não teve estudo de viabilidade realizado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). 

 

Em 2021, a Codevasf, que tem também como foco, projetos de segurança hídrica e fomento de regiões ribeirinhas, busca projetar a construção. Em maio de 2021, a Codevasf lançou o projeto, em Brasília, com expectativa do início da ciclovia no Farol da Barra, seguindo até a Praia dos Artistas, em Sergipe. A ação contou com parceria do Ministério do Turismo, sendo uma iniciativa do deputado federal Arthur Maia (União). 

 

Para a realização do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da obra, o deputado federal baiano Arthur Maia destinou à Codevasf o montante de R$ 1 milhão. Apesar disso, nenhuma atualização sobre a obra foi feita. Ainda aguardando “novidades” sobre a ciclovia, o secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, ressaltou a importância do equipamento, mas não tem informações sobre o projeto. 

 

“Em relação a ciclovia é uma obra importante para o turismo na Costa dos Coqueiros. O estado tem matérias na imprensa, que o deputado Arthur Maia tinha colocado um valor, para que a Codevasf fizesse um projeto. O que estranhamos sobre o recurso ter ido para a Codevasf, que tem uma ampla área de atuação. Não está restrita só ao Vale do Rio São Francisco, por exemplo. Nós temos o Ministério do Turismo, muito mais próximos ao Turismo, focados e com expertise, onde os recursos deveriam ter sido direcionados. O governo do estado, se fosse o beneficiário, já teríamos adiantado”, disse ao Bahia Notícias. 

 

Bacelar indicou que foi consultado pela Codevasf sobre o projeto e destacou a funcionalidade. “Não sabemos se a emenda foi liquidada. É uma obra importante, mas somos um estado com diversidade turística grande, temos investimentos mais prioritários”, apontou. 

 

O projeto ainda possuía uma “dúvida” sobre como seria feito o traçado da ciclovia: à beira mar, cortando vilarejos do litoral norte da Bahia e sul de Sergipe, ou margeando a rodovia Linha Verde. Pelo litoral, o ponto negativo seria o alto impacto ambiental, por passar por áreas de restinga, manguezais e regiões remanescentes da Mata Atlântica.

 

Já através da rodovia, o custo estimado seria de até R$ 50 milhões, podendo ter outra alternativa – e mais barata, com custos de até R$ 20 milhões – aproveitando para instalar a ciclofaixa no acostamento da rodovia. Esta opção é considerada temerária pela insegurança que geraria aos ciclistas.

 

Procurado pela reportagem, o deputado federal Arthur Maia (União) não respondeu aos contatos feitos pela reportagem. 

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