Repórter consegue medida protetiva contra mascote do Inter denunciado por importunação sexual

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A Justiça do Rio Grande do Sul concedeu no último domingo uma medida protetiva à repórter Gisele Kümpel, que denunciou ter sido vítima de importunação sexual praticada pelo funcionário do Inter que trabalha como mascote do clube, o Saci. O caso ocorreu durante o clássico Gre-Nal no dia 25 de fevereiro, no Beira-Rio.

 

No sábado, a jornalista que trabalha no Canal Monumental, identificado com a torcida do Grêmio, procurou a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher e solicitou a medida protetiva, que foi aceita pelo Judiciário. O intérprete do mascote fica impedido de:

 

se aproximar da jornalista, da casa dela e de onde ela trabalha em um limite de 300 metros;
de manter contato, seja telefônico ou por meios eletrônicos;
de expor a repórter, seja por meio de mensagens, fotos ou vídeos em redes sociais ou outros meios.

 

Caso o homem descumpra qualquer das ordens judiciais, poderá ser preso por descumprimento de medida protetiva.

 

Em entrevista ao ge, Gisele relatou que vem sofrendo ataques em redes sociais com toda a repercussão do caso.

 

– Tive carinho e apoio de muita gente, mas os comentários, ataques em redes sociais, mensagens por todos os lugares. Muita preocupação de amigos comigo – afirmou.

 

Conforme a queixa da jornalista, ela teria sido abraçada e beijada sem consentimento pelo mascote após o terceiro gol do Inter, marcados nos acréscimos do segundo tempo. Ela registrou boletim de ocorrência contra o mascote do Inter ainda no posto da Polícia Civil do Beira-Rio.

 

No dia seguinte ao Gre-Nal, o Inter informou o afastamento do funcionário acusado até o final das investigações. Em nota oficial, o clube informou que tanto o funcionário responsável pelo mascote quanto o próprio clube estão cooperando com as investigações.

 

A Polícia Civil já está de posse das imagens cedidas pelo Inter sobre o caso e segue ouvindo testemunhas. O inquérito deve ser concluído no prazo de 30 dias.

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