Mulher paga R$ 20 mil de entrada, não recebe veículo e acusa loja na Tancredo Neves de estelionato

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Jouse da Silva, de 31 anos, junto com o esposo, Antonio César da Cruz Sá, de 34, estiveram na tarde desta quinta-feira (7), acompanhados da Polícia Militar, na loja Gonçalves Suporte e Consultoria LTDA, que fica no edifício Salvador Trade Center, no Caminho das Árvores, em busca de informações sobre um veículo negociado com uma suposta vendedora no dia primeiro deste mês e que ainda não foi entregue.

 

Segundo a mulher, a negociação começou quando o casal encontrou o veículo Honda Civic, modelo 2017 na plataforma de anúncios OLX. Eles se interessaram, entraram em contato com a anunciante, que supostamente seria vendedora da Gonçalves Consultoria e iniciaram as tratativas para a aquisição do veículo.

 

“Nós fizemos o contrato na sexta-feira (1?),  às 16h20 da tarde. Assinamos o contrato e ela falou que daria o carro no sábado. Sendo que no sábado não foi efetivado. No domingo, nós viemos aqui, para fechar e reconhecer firma no Cartório. Ela, a vendedora, já alegou que estava no hospital, que não poderia dar o carro no mesmo dia, somente na segunda-feira, às 15h, coisa que não existiu. Ela desligou o celular e nós então tivemos contato com a consultora que nós fechamos o contrato. Sendo que, quando fomos, eles falaram que entraram em contato com a mulher do carro, que ela disse que entregaria na terça. Somente na terça-feira percebemos que caímos num golpe. Meu esposo deu R$ 20 mil de entrada e ficou creditado R$ 65 mil, no meu nome, tipo financiamento pelo Banco Inter, estranhei, pois não existe esse financiamento, abertura de crédito para a compra de um veículo pelo Inter, que é digital”, contou Jouse.

 

Segundo ela e também conforme o documento obtido pelo Bahia Notícias, o valor de R$ 20 mil foi creditado diretamente à empresa Gonçalves Suporte e Consultoria LTDA. “Tivemos contato pessoalmente com a vendedora, o nome dela é Ana. A gente só sabe que o nome dela é Ana. Nós temos a consultora, mas o nome dela completo, nós não sabemos. Não tenho dúvidas da ligação dela com a empresa. Ela sumiu, não dá mais nenhum retorno. Não dá. Então, foi isso, a gente entrou em contato com a Ana, a gente só teve contato com a Ana até segunda. Terça-feira, quando nós vimos aqui, já tinha outra equipe, sendo que a recepcionista é a mesma, mas as atendentes, as consultoras, que dizem que são consultoras, são outras pessoas”, afirmou a mulher. 

 

 

Jouse disse que esteve nesta quarta (6) na delegacia para registrar um boletim de ocorrência, e que teria sido informada por um escrivão de que já existiam mais três denúncias contra a mesma empresa somente nesta semana, envolvendo venda de veículos. Já quando questionada sobre o retorno da empresa em relação às queixas, a mulher disse que não existiu um diálogo para o cancelamento do contrato. “A pessoa que estava lá na segunda-feira me falou que está tudo quite, está tudo ok. E eu perguntei a ela dos R$ 20 mil, porque a minha pretensão agora é só obter o dinheiro de volta e o cancelamento do contrato. Aí ela me falou que os R$ 20 mil foi um valor cobrado pela consultoria e não como entrada, não existe isso, não foi esse o meu contrato com ela. Foi dar a entrada de R$ 20 mil, abrir a carta de crédito de R$ 65 mil para obter o veículo. E a gente não viu o veículo, não teve acesso ao veículo, nada, porque suposta dona fez todo o trâmite, passou para a empresa e depois ela saiu de jogo”, concluiu. 

 

             

A reportagem procurou a proprietária da loja, de prenome Daiane, e também a funcionária que estava nesta quinta (7) nas tratativas com Jouse. Elas não quiseram falar sobre o caso, mas alegaram que as imagens de segurança da loja serão analisadas para tentar identificar a vendedora responsável pela negociação. 

 

Ainda na tarde desta quinta, ambas as partes se dirigiram para a 16ª delegacia de polícia, localizada na Pituba. As informações são de que ficou acordado um encontro entre os representantes da loja e o casal, que deve acontecer na tarde desta sexta (8), para que o contrato seja cancelado. Jouse afirmou que espera que o valor pago também seja devolvido com o distrato, já que não foi prometido durante o diálogo de hoje. 

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