Teto para reajuste de medicamentos em 2024 fica em 4,5%, informa Ministério da Saúde

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) fixou o teto de reajuste para remédios em 4,5% neste ano, de acordo com o que informou o Ministério da Saúde (MS). O percentual de aumento, o menor desde 2020, poderá ser aplicado a partir do dia 1º de abril e não implica em reajuste automático.

 

“O percentual não é um aumento automático nos preços, mas uma definição de teto permitido de reajuste”, alertou a pasta. Para chegar ao índice, a CMED, ainda de acordo com o Ministério da Saúde, observou fatores como a “inflação dos últimos 12 meses (IPCA), a produtividade das indústrias de medicamentos, custos não captados pela inflação, como o câmbio e tarifa de energia elétrica e a concorrência de mercado, conforme determina o cálculo definido desde 2005”.

 

De acordo com informações da Agência Brasil, o índice para reajuste dos preços dos remédios coincidiu com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos 12 meses, que registrou alta de 4,5%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

 

“O Brasil hoje adota uma política de regulação de preços focada na proteção ao cidadão, estabelecendo sempre um teto para o percentual do aumento para proteger as pessoas e evitar aumentos abusivos de preço”, comentou Carlos Gadelha, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde do Ministério da Saúde.

 

A Câmara que regula o preço dos remédios no Brasil é um órgão interministerial responsável pela regulação do mercado de medicamentos no país. O colegiado é formado por representantes dos ministérios da Saúde, Casa Civil, Justiça e Segurança Pública, Fazenda e do Desenvolvimento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também participa do órgão, fornecendo suporte técnico às decisões.

 

“A CMED estabelece limites para preços de medicamentos, adota regras que estimulam a concorrência no setor, monitora a comercialização e aplica penalidades quando suas regras são descumpridas. É responsável também pela fixação e monitoramento da aplicação do desconto mínimo obrigatório para compras públicas”, informa a Câmara

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

COI teme vaias a autoridades dos EUA e pede respeito na abertura dos Jogos de Inverno

COI aposta em cerimônia de abertura pacífica em Milão-Cortina 2026; ICE e presença de autoridades dos EUA em foco A expectativa de recepção da...

OMS aponta quais hábitos comuns mais influenciam o risco de câncer

Mais de um terço dos casos de câncer registrados no mundo poderiam ser evitados com mudanças de hábitos de vida e redução da...

STF discute se Ministério Público deve pagar custas e honorários quando perde ação de ressarcimento ao erário

O Plenário do STF abriu, nesta quarta-feira (4), o julgamento de um recurso que questiona se o Ministério Público pode ser condenado a...