Dengue: ministra da Saúde culpa negacionismo por baixa vacinação

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A ministra da Saúde, Nísia Trindade, colocou, nesta terça-feira (16/4), o “negacionismo” como um elemento essencial para a baixa adesão à vacinação contra a dengue. A afirmação foi realizada em audiência na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, quando a ministra foi questionada por parlamentares sobre as ações de combate à doença.

“Já estamos fazendo a redistribuição, mas, se não houvesse um negacionismo às vacinas, certamente as famílias estariam levando as suas crianças e seus jovens para serem vacinados. Esse é o ponto fundamental que eu queria colocar”, disse Nísia Trindade.

As cobranças dos senadores são pelo fato de haver um grande estoque de vacinas contra a dengue que estão prestes a vencer. O jornal O Globo divulgou que elas somam 145 mil que vão expirar até o fim deste mês. O Ministério da Saúde (MS) distribuiu um lote com 668 mil unidades da proteção aos municípios.

O Ministério da Saúde determinou que as vacinas têm como público-alvo crianças e adolescentes com idades de 10 a 14 anos. No entanto, a adesão tem sido baixa.

Nísia Trindade acrescentou ainda que o ministério fará uma redistribuição das doses para novos 154 municípios. No entanto, não foram informados ainda quais serão eles.

“Fizemos um elenco de municípios a partir de critérios técnicos definidos pelo comitê assessor do programa de imunização, numa pactuação com os estados e municípios. Não é uma decisão isolada da ministra da Saúde. É uma decisão junto com os estados e municípios através dos seus conselhos nacionais”, pontuou a ministra.

Curva Apesar de ressaltar o negacionismo, a ministra disse que o Brasil reverteu a tendência de queda nas imunizações no país, de uma maneira geral, que estavam em queda desde 2016.

“Vivemos ainda hoje os problemas consequentes, decorrentes, de uma visão de negação das vacinas como forma de proteção à nossa sociedade, com a queda de coberturas vacinais”, afirmou em resposta à senadora Leila Barros (PDT-DF).

A ministra Nísia Trindade é alvo de pressões. O trabalho dela é questionado e o cargo cobiçado por partidos que apoiam o governo.

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