Bolsonaro suaviza após aparente ataque ao STF: “Não falo em Supremo”

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Jair Bolsonaro suavizou o discurso após possíveis ataques ao Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira (25) em Caxias do Sul (RS). Em uma entrevista ao Metrópoles, veículo parceiro do Bahia Notícias, por telefone, o ex-presidente afirmou que não faz menção ao Supremo em seus discursos e que sua crítica se dirige apenas a Lula.

O ocorrido foi interpretado por alguns ministros do STF como um retorno de Bolsonaro ao confronto em sua relação com o tribunal. O ex-presidente foi indiciado pela Polícia Federal em diferentes casos, incluindo os inquéritos sobre a fraude do cartão de vacina e a suposta apropriação indevida de presentes de luxo, cuja eventual denúncia precisará ser analisada pelo STF.

Anteriormente, Bolsonaro havia afirmado durante um evento com seus seguidores que Lula teria retirado pessoalmente seus dois carros blindados. No entanto, ex-presidentes não têm direito a esse tipo de veículo. Na mesma ocasião, ele lamentou a perda de assessores devido a medidas restritivas, referindo-se aos auxiliares que, por decisão de Alexandre de Moraes, estão proibidos de se comunicar com ele devido a investigações no inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe em seu governo.

“Estão acompanhando nas redes sociais o que aconteceu naquela tentativa de assassinato de Donald Trump. O Serviço Secreto foi negligente. Quando retornei ao Brasil, após a Presidência, eu tinha direito a dois carros blindados, e Lula pessoalmente retirou ambos. Tenho direito a oito funcionários. Os quatro da minha segurança foram retirados por medidas cautelares. Até meu filho, o 02 [Carlos Bolsonaro], teve seu porte de arma negado pela Polícia Federal. Eles querem facilitar. Não querem me prender, querem me executar. Não penso em outra coisa”, afirmou o ex-presidente em Caxias do Sul.

Na noite desta quinta-feira, Bolsonaro esclareceu à reportagem que, ao mencionar que “eles” querem executá-lo, referia-se ao “sistema como um todo” e não a Lula ou ao STF.

“Estava me referindo ao sistema de forma geral. O sistema é algo mais abrangente. Sou uma pessoa que incomoda o sistema, querendo ou não”, declarou.

Questionado sobre os ataques de aliados ao ministro do STF Alexandre de Moraes, responsável por processos contra ele no tribunal, Bolsonaro afirmou que “não aborda esse assunto”.

“Não defendo a prisão de Alexandre de Moraes. Não toco nesse tema. Não se ouve a palavra ‘Supremo’ saindo da minha boca em nenhuma das minhas falas. Não atinjo [Rodrigo] Pacheco, [Arthur] Lira, ou o STF. Apenas critico Lula”, afirmou o ex-presidente, enfatizando que pleiteia anistia para os condenados pelo STF pelos eventos de 8 de Janeiro. “Luto por justiça e anistia para esse pessoal”.

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