O Comitê Olímpico do Japão (JOC) emitiu um comunicado durante os Jogos Olímpicos de Paris-2024 alertando sobre a difamação e assédio sofridos por seus atletas nas redes sociais. A entidade declarou a intenção de tomar medidas legais contra indivíduos que disseminem ameaças e insultos por meio dessas plataformas. O JOC ressaltou a importância do apoio e encorajamento da população aos atletas, mas reforçou que ataques cruéis e difamatórios causam ansiedade e medo nos esportistas participantes.
O ministro de Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão, Masahito Moriyama, também se pronunciou enfatizando que atos que desrespeitam ou perturbam os atletas que representam o país nas Olimpíadas jamais serão justificados. Moriyama destacou a facilidade com que os agressores virtuais atuam de forma anônima e incentivou o público a apoiar emocionalmente os atletas, ao invés de prejudicá-los.
Desde o início dos Jogos Olímpicos, atletas japoneses como a marchadora Ayane Yanai e a judoca Uta Abe têm sido alvo de mensagens difamatórias. Yanai, ao receber críticas pesadas, optou por não competir individualmente e focar na prova de equipes mistas, citando o impacto emocional das palavras ofensivas. O JOC ressaltou que os atletas enfrentam uma intensa pressão durante a competição e são obrigados a tomar decisões difíceis diante do estresse.
A judoca Uta Abe, considerada favorita ao ouro na categoria 52kg, também foi duramente criticada por ter chorado após ser eliminada na segunda rodada. Além desses casos, o judoca espanhol Francisco Garrigós, primeiro medalhista de seu país nestes Jogos, foi alvo de ameaças após uma luta polêmica, que levou seu oponente japonês a pedir o fim do linchamento público.
*Com informações da EFE
Artigo por Fernando Keller

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