Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo revelou que o endividamento dos brasileiros diminuiu em julho, marcando a primeira queda desde fevereiro. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, 78,5% das famílias possuíam dívidas, uma redução de 0,3 pontos percentuais em comparação a junho. O economista Felipe Tavares ressaltou que essa queda representa um marco para as famílias brasileiras em 2024. O estudo apontou que a redução do endividamento foi mais significativa entre as mulheres, enquanto os homens mantiveram suas dívidas estáveis. O cartão de crédito continua sendo o principal responsável pelas dívidas, sendo utilizado por quase 90% dos devedores.
O mercado de crédito aquecido, com taxas mais acessíveis, também influenciou no aumento de 1,4% no financiamento imobiliário neste ano. Além disso, houve uma leve diminuição na inadimplência e no número de famílias sem recursos para quitar suas dívidas, apontando para uma melhoria na saúde financeira dos brasileiros.
Por outro lado, o estudo identificou um aumento no número de pessoas com dívidas atrasadas por mais de três meses. A análise dos dados revelou que a parcela mais desfavorecida da sociedade está menos endividada, porém mais inadimplente, com menor capacidade de pagamento de suas faturas. De acordo com o economista, houve um incremento nas porcentagens de famílias com renda de zero a três e de três a cinco salários mínimos, indicando uma possível piora na atividade econômica ou no cenário do mercado de trabalho para esses grupos. As projeções sugerem que o endividamento deve continuar em queda nos próximos meses, mas há a possibilidade de voltar a subir no final de 2024.
Artigo por Luisa Cardoso

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