Dólar cai 1,46% com tom duro da ata do Copom e menor aversão a risco

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O dólar teve uma queda no mercado nacional nesta terça-feira (6), impulsionado pela recuperação do apetite por risco no cenário internacional e pela postura firme apresentada na ata do Comitê de Política Monetária (Copom). Iniciando em baixa e atingindo o mínimo de R$ 5,6313 durante a tarde, a moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 5,6574, uma queda de 1,46%. No dia anterior, em meio a tensionamentos externos, o dólar havia temporariamente ultrapassado os R$ 5,85, alcançando os maiores patamares desde março de 2021. Com a redução dos temores de recessão nos EUA, investidores abandonaram os Treasuries como refúgio e voltaram ao mercado de ações.

As bolsas asiáticas se recuperaram e os índices em Nova subiram mais de 1%. O iene teve uma redução de aproximadamente 0,60% em relação ao dólar, o que aliviou a pressão sobre moedas de países com juros altos, abaladas nos últimos dias devido ao desmonte das operações de carry trade financiadas em ienes. O real teve o melhor desempenho entre as principais moedas globais.

Além de uma correção técnica, o real brasileiro foi beneficiado pela sinalização do Banco Central de possível elevação da taxa Selic. Com a perspectiva de aumento do diferencial de juros entre o Brasil e o exterior, visto que o Federal Reserve pretende diminuir a taxa básica americana em setembro, há também um ganho de credibilidade na política monetária com a comunicação uníssona do Copom.

A ata do Copom, divulgada pela manhã, trouxe um claro indicativo de possibilidade de aumento da taxa Selic em um futuro próximo, algo que não estava claro no comunicado da semana passada, quando o comitê optou por manter a Selic em 10,50% ao ano.

Diante do alerta de que o “cenário é caracterizado por projeções mais altas e riscos adicionais para a alta da inflação”, a ata enfatiza que os integrantes do Copom estão alinhados em relação aos próximos passos: “o Comitê, de forma unânime, reforçou que não hesitará em elevar a taxa de juros para assegurar a convergência da inflação à meta, se considerar apropriado”.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Carolina Ferreira

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Petróleo tem alta de quase 6% após aumento das tensões no Estreito de Ormuz

Mercados globais reagiram com volatilidade após novos ataques no Golfo, elevando o preço do petróleo. O Brent, referência internacional, subiu 5,80%, para 114,44...

Petróleo tem alta de mais de 5% após aumento das tensões no Estreito de Ormuz

Na sessão desta segunda-feira, os mercados passaram por forte volatilidade após novos ataques no Golfo. O petróleo mostrou alta acentuada: o Brent, referência...

Saiba quem tem direito e como vai funcionar o novo Desenrola

Meta descrição: Governo lança o Desenrola Brasil, um programa de renegociação de dívidas com uso do FGTS, abrangendo famílias, estudantes, empresas e produtores...