Depois de 41 anos, Barroso pede desculpas à Maria da Penha por falhas da Justiça resolução do seu caso

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Em um gesto simbólico, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, fez um pedido formal de desculpas a Maria da Penha, cuja história inspirou a criação da Lei Maria da Penha, reconhecendo as falhas do sistema de Justiça no tratamento do seu caso.

O evento de abertura da 18ª Jornada Lei Maria da Penha ocorreu na Escola Classe JK Sol Nascente, situada no Sol Nascente/Pôr do Sol, a cerca de 30km do Plano Piloto de Brasília, e contou com a presença de autoridades e da própria Maria da Penha. Barroso destacou a luta das mulheres na busca por direitos e ressaltou a importância do combate à violência doméstica e sexual no Brasil.

A história de Maria da Penha, marcada por tentativas de homicídio que a deixaram em uma cadeira de rodas, foi mencionada como um exemplo de superação e determinação. Ela levou seu caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e tornou sua experiência em uma bandeira de luta pelos direitos das mulheres.

O presidente do CNJ abordou a questão do medo que muitas mulheres enfrentam ao denunciar agressões, ressaltando a importância de quebrar o silêncio que as torna vítimas de feminicídio ou de traumas psicológicos. Barroso elogiou a coragem de Maria da Penha em buscar justiça perante a CIDH e obter o reconhecimento de que seus direitos foram violados.

Após a recomendação da CIDH, o Brasil acatou a necessidade de reformas legais e institucionais, levando à promulgação da Lei Maria da Penha. O ministro destacou os esforços do Judiciário brasileiro em aplicar a lei, com a criação de varas especializadas em violência doméstica e a priorização dos julgamentos desses casos, estabelecendo a Meta 8 como compromisso.

O Brasil foi condenado pela CIDH em 2001 por omissão, negligência e tolerância em casos de violência contra as mulheres, em decorrência do emblemático caso de Maria da Penha. Entre as recomendações da Comissão estava a realização de uma cerimônia pública de reconhecimento das falhas do sistema de Justiça no caso, o que se concretizou após 41 anos.

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