A Rússia deu início a uma operação antiterrorista em Kursk, Belgorod e Briansk após uma incursão ucraniana, conforme informado pelo Comitê Nacional Antiterrorismo (CNA) neste sábado (10). O CNA impôs o chamado “regime de operações antiterroristas” nessas regiões fronteiriças com a Ucrânia, visando garantir a segurança da população e reprimir possíveis atos terroristas realizados por forças inimigas de sabotagem e reconhecimento, conforme comunicado oficial. Medidas adicionais estão sendo tomadas pelas instituições estatais para assegurar a segurança, manter a ordem pública e reforçar a proteção antiterrorista das instalações.
O CNA afirmou que os serviços de inteligência ucranianos tentaram desestabilizar de forma sem precedentes várias regiões da Rússia. No ano anterior, a Rússia havia implementado brevemente o “regime de operações antiterroristas” em Moscou e arredores durante um episódio envolvendo o grupo paramilitar Wagner, cujos membros se dirigiram à capital russa. Essa medida amplia os poderes das forças de segurança e possibilita a restrição dos movimentos da população.
As forças russas continuam a combater as tropas ucranianas que adentraram a região de Kursk na terça-feira (6). Segundo informações de analistas do Instituto para o Estudo da Guerra dos Estados Unidos, essas tropas conseguiram avançar aproximadamente trinta quilômetros em território russo. O Ministério da Defesa russo afirmou ter impedido novos avanços das tropas ucranianas em Kursk e ter causado 175 baixas no Exército de Kiev em um único dia.
Desde o início da incursão, a Ucrânia teria sofrido mais de 1.100 baixas, conforme detalhado pela Defesa russa, que também mencionou a perda de 36 veículos blindados, incluindo 10 tanques, por parte de Kiev. Os sistemas de defesa antiaérea russos abateram 26 drones na região de Kursk e neutralizaram seis dispositivos em Yaroslavl. O governador interino de Kursk, Alexei Smirnov, admitiu que a situação na região segue tensa devido à incursão ucraniana.
Smirnov relatou que os habitantes das cidades fronteiriças com a Ucrânia continuam deixando a região, utilizando ônibus preparados pelas autoridades ou veículos particulares desde 6 de agosto. A situação permanece delicada na região, conforme compartilhado por Smirnov em seu canal no Telegram neste sábado.

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