O estrategista político João Santana e sua esposa, Mônica Moura, estão em busca de reaver US$ 21 milhões que estavam em uma conta na Suíça e foram perdido devido aos acordos de delação premiada firmados com a Procuradoria-Geral da República.
De acordo com informações do colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, o casal não concordou com a decisão do ministro Dias Toffoli, em junho, que rejeitou o pedido da defesa de Santana e Mônica, e recorreram da decisão ao Supremo Tribunal Federal.
Toffoli negou o encerramento dos processos penais em andamento contra o casal na Justiça Eleitoral do Distrito Federal, assim como o arquivamento das ações penais dos delatores, mesmo com a invalidação das provas apresentadas pela Odebrecht.
O Supremo Tribunal Federal iniciou a análise do recurso de João e Mônica na sexta-feira (9), de forma virtual, na Segunda Turma da Corte. Nesse tipo de julgamento, o relator apresenta seu voto no sistema eletrônico do STF, e os demais ministros indicam concordância ou discordância. Toffoli votou pela rejeição do recurso.
Para o ministro, os argumentos apresentados pelo advogado do casal não foram suficientes para alterar sua posição anterior. Além disso, Toffoli negou um pedido para conceder um habeas corpus de ofício. No entanto, o julgamento foi suspenso, e o ministro Gilmar Mendes solicitou mais tempo para analisar o caso.

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