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A recente lei aprovada permitiu a construção de apartamentos à beira do Lago Paranoá em Brasília. O plano, que teve 63 vetos ao texto original do projeto de lei complementar aprovado pela Câmara Legislativa, foi sancionado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. A cerimônia de assinatura do Plano de “Preservação” do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub) contou com a presença do governador.
Entre os vetos realizados por Ibaneis Rocha, está a criação de um camping em uma área na região sul da cidade, bem como o aumento da altura máxima de hotéis na região. A autorização para a construção de edifícios residenciais próximos ao Lago Paranoá é uma das principais mudanças trazidas pela nova legislação.
A liberação da construção de prédios residenciais às margens do Lago Paranoá faz parte das medidas adotadas no âmbito do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília. Essa decisão foi controversa e gerou debates entre defensores do planejamento urbano e ambiental na região.
A infraestrutura urbana e a ocupação do espaço às margens do lago são aspectos que preocupam os ambientalistas e urbanistas, que temem os impactos dessa nova política de construção na região. O governo local espera que as medidas aplicadas possam fomentar o desenvolvimento econômico, mas sem comprometer a preservação ambiental do local.
A decisão de permitir a construção de apartamentos à beira do Lago Paranoá representa um marco nas políticas de ocupação e uso do solo na capital federal. A legislação em vigor busca equilibrar o desenvolvimento urbano com a conservação de áreas verdes e recursos hídricos, promovendo um debate sobre os limites entre o crescimento da cidade e a preservação ambiental.As mudanças na área tombada trazidas pelo PPCub incluem a permissão para habitações nos pavimentos superiores de edifícios na região da W3 Norte. Anteriormente, apenas escritórios eram permitidos. Agora, com a legalização das moradias, o objetivo é resolver o abandono existente e investir na revitalização do Conjunto Urbanístico, conforme destacou Ibaneis.
Além disso, a nova legislação autoriza a presença de moradias nos pavimentos superiores das quadras 700 do Noroeste, próximas à Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia).
Outra modificação relevante na região tombada é a transformação de quatro lotes às margens do Lago Paranoá, destinados anteriormente a clubes, em áreas aptas para a construção de hotéis e apart-hotéis. Com essa alteração, a região adjacente ao Palácio da Alvorada e ao Palácio do Jaburu poderá abrigar até 9 mil apartamentos e aproximadamente 27 mil moradores.
No Setor de Múltiplas Atividades Sul (SMAS), a altura máxima dos edifícios, conhecida como gabarito, será elevada de 12 para 15 metros. O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz, explicou que esse acréscimo de 3 metros visa regularizar a instalação de caixas d’água nos prédios.
A proposta de lei complementar que estabeleceu o PPCub foi aprovada pela CLDF em 19 de junho, com 18 votos favoráveis e seis contrários. Essas mudanças representam uma nova fase para o planejamento urbano da região, buscando a regularização e a revitalização de áreas importantes da cidade.
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