Museu de Arte Sacra da UFBA é fechado por problemas estruturais

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O Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia (UFBA) foi fechado devido a problemas estruturais, conforme anunciado pela reitoria da instituição. A decisão ocorreu dois dias após a comemoração de 65 anos de atividades do museu.

Em comunicado, a UFBA mencionou que o fechamento foi necessário devido a questões relacionadas à estrutura do museu, instalações elétricas e telhados, os quais colocavam em risco a segurança do local e de seu valioso patrimônio histórico.

O acervo do museu abriga a maior coleção de arte sacra barroca da América Latina, incluindo pinturas, azulejos, ourivesaria, imagens de santos e móveis antigos, além de oferecer uma vista deslumbrante da Baía de Todos os Santos.

Segundo o Reitor Paulo Miguez, a decisão de fechamento foi aprovada pelo Conselho de Ensino Superior no final de julho deste ano, após a identificação dos problemas em uma vistoria realizada pela Superintendência de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sumai).

A inspeção revelou que a cobertura apresenta risco de desabamento e fissuras estruturais, enquanto a infraestrutura predial mostra deficiências que colocam em perigo tanto o prédio quanto o acervo, incluindo problemas na rede elétrica, sistema de combate a incêndios e ar-condicionados, entre outros.

Miguez informou que comunicou o fechamento às autoridades governamentais e municipais, e que o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional (Conder) já começou a levantar as necessidades para a restauração do museu.

A Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), demonstrou interesse em colaborar na revitalização do espaço. A Secult confirmou que planeja elaborar um plano para restaurar o museu, em cooperação com a UFBA.

Diante do cenário de restrições orçamentárias enfrentadas pelas instituições de ensino superior ao longo dos anos, o reitor destacou a falta de verbas para custear a recuperação do museu.

A sede do Museu de Arte Sacra é reconhecida como patrimônio nacional pelo IPHAN desde 1938 e como patrimônio da humanidade pela UNESCO desde 1985. Esta situação evidencia a importância histórica e cultural do local, reforçando a necessidade de sua preservação e reestruturação para futuras gerações.

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