Irã rejeita apelo de países ocidentais para abandonar ameaças a Israel

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O posicionamento do Irã nesta terça-feira (13) foi de rejeitar os pedidos feitos por países ocidentais para que abandonasse as ameaças direcionadas a Israel. O país afirmou que não necessita de “autorização” para responder ao que considera seu inimigo, o qual acusa de ter assassinado o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, em território iraniano. Na segunda-feira, os governos dos Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália e Alemanha solicitaram ao Irã que “desista das suas ameaças constantes de um ataque militar contra Israel”. O Ministério das Relações Exteriores do Irã respondeu por meio de um comunicado do porta-voz Naser Kanani, mencionando que o pedido desses países é ilógico politicamente e vai contra os princípios e regras do direito internacional, além de apoiar Israel.

Os Estados Unidos preveem possíveis ataques “ainda esta semana”. O Irã e seus aliados no Líbano, Iraque e Iêmen prometeram retaliar pelos assassinatos ocorridos em 31 de julho na capital iraniana. Líder do Hamas e a Israel são atribuídos, e de Fuad Shukr, comandante militar do Hezbollah libanês pró-Irã, que faleceu um dia antes em um bombardeio em Beirute, reivindicado por Israel. “A República Islâmica está determinada a defender sua soberania (…) e não está sujeita à autorização de ninguém para exercer seus direitos legítimos”, afirmou Kanani. Prevê-se que o governo dos Estados Unidos, que aumentou recentemente sua presença militar no Oriente Médio, lance uma “série de ataques” juntamente com seus aliados nesta semana.

A trégua em Gaza é vista como uma possibilidade para conter a escalada de tensões. Ela também pode resultar na libertação de reféns israelenses mantidos pelo Hamas, além de proporcionar alívio aos 2,4 milhões de habitantes de Gaza, que enfrentam uma situação humanitária crítica. Esfandyar Batmanghelidj, diretor da ‘Fundação Bourse & Bazaar’, mencionou que a perspectiva de um cessar-fogo na Faixa pode representar uma saída para o Irã dessa espiral de escalada. Durante uma conversa, o presidente iraniano, Masud Pezeshkian, reiterou que o Irã não cederá a pressões externas, sanções, assédio ou agressões, mantendo firme sua posição.

As ações para evitar um agravamento da situação no Oriente Médio coincidem com os esforços diplomáticos em direção a uma trégua em Gaza. Essa trégua não só possibilitaria a libertação dos reféns israelenses mantidos pelo Hamas, mas também traria alívio aos 2,4 milhões de habitantes de Gaza, que enfrentam uma crise humanitária. Esfandyar Batmanghelidj, diretor geral da ‘Fundação Bourse & Bazaar’, considera que a perspectiva de uma trégua em Gaza pode representar uma saída para o Irã em meio a essa escalada de tensões. Durante conversas recentes, o presidente iraniano, Masud Pezeshkian, assegurou que o Irã não se curvará a pressões, sanções, assédio ou agressões, mantendo-se firme em sua postura.Os mediadores do conflito entre Israel e o Hamas, incluindo Catar, Egito e Estados Unidos, convocaram as partes para novas negociações, agendadas para quinta-feira (15). Israel comprometeu-se a participar da reunião, enquanto o Hamas ainda não confirmou sua presença. Em comunicado no domingo, o Hamas solicitou a implementação do plano em três fases proposto por Biden para um cessar-fogo, rejeitando a abertura de novas negociações ou apresentação de propostas adicionais.

A proposta de trégua, atribuída a Israel por Biden, inclui a cessação das hostilidades por um período de seis semanas, a retirada das tropas israelenses das áreas densamente povoadas de Gaza e a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos. O conflito teve início em 7 de outubro com um ataque sem precedentes do Hamas ao sul de Israel, resultando na morte de 1.198 pessoas, a maioria civis, conforme apurado pela AFP com base em dados oficiais israelenses. Além disso, os militantes islâmicos sequestraram 251 indivíduos, dos quais o Exército israelense afirma que 111 permanecem em cativeiro em Gaza, com 39 deles possivelmente já mortos.

Israel declarou sua intenção de acabar com o Hamas e lançou uma ofensiva militar em Gaza, resultando na morte de 39.929 pessoas até o momento, conforme dados do Ministério da Saúde do território controlado pelo Hamas.

O desenrolar dos acontecimentos nesse conflito tenso ainda é incerto, mas a mediação dos países envolvidos sinaliza uma tentativa de buscar uma resolução que permita a retomada da paz na região. A pressão internacional sobre as partes envolvidas no conflito continua a crescer, com apelos por um cessar-fogo imediato para evitar mais perdas de vidas e promover um diálogo construtivo em direção à estabilidade e à segurança para os cidadãos de ambos os lados.

O papel dos mediadores é crucial para promover a comunicação entre as partes e buscar um entendimento mútuo que possa colocar um fim à violência e abrir caminho para negociações mais amplas visando resolver as questões subjacentes ao conflito Israel-Palestina. Implementar um acordo de trégua e avançar na direção de um diálogo construtivo são passos essenciais para alcançar uma paz duradoura na região e permitir que as comunidades afetadas reconstruam suas vidas e seus laços de forma segura e sustentável.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Brasileiro se declara culpado de agressão a agentes do ICE nos EUA

O brasileiro Luis Peterson Rohr Ferreira Borges, 25, declarou-se culpado na quinta-feira (22) da acusação de agressão a agentes federais de imigração. A...

EUA divulgam documento em que defendem ‘restaurar supremacia militar’ no Ocidente

Jovem Pan> Notícias> Mundo> EUA divulgam documento em que defendem ‘restaurar supremacia militar’ no Ocidente ...

Americano escala o prédio mais alto de Taiwan sem cordas ou equipamentos de segurança

Jovem Pan> Notícias> Mundo> Americano escala o prédio mais alto de Taiwan sem cordas ou equipamentos de segurança ...