África contabiliza cerca de 21.500 casos de mpox e 591 mortes em 13 países desde janeiro

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África registra aproximadamente 21.500 casos de mpox e 591 óbitos em 13 países desde o início do ano. A doença, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, foi diagnosticada em Burundi, Camarões, República Centro-Africana, República do Congo, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Gabão, Libéria, Quênia, Nigéria, Ruanda, África do Sul e Uganda. Jean Kaseya, diretor-geral dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças da África (África CDC), divulgou os dados.

Kaseya informou que, desde o início de 2024, houve o registro de 591 óbitos por mpox, com uma taxa de letalidade de 2,9%. O Gabão confirmou seu primeiro caso, enquanto Serra Leoa e Malawi estão investigando casos suspeitos. O médico destacou desafios na resposta à doença, como a escassez de recursos nos países membros da UA e a aprovação do uso de vacinas contra mpox em apenas três nações africanas.

Ele ressaltou a importância da aprovação de mais países para a introdução das vacinas, alertando sobre a crescente demanda e o monopólio da fabricação de vacinas por nações fora da África. Kaseya expressou preocupação com a possibilidade da África ficar excluída da distribuição de vacinas se os líderes não unirem forças para combater a doença. O África CDC classificou o mpox como uma emergência de saúde continental em 13 de agosto.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta global no dia seguinte, devido à rápida propagação e alta mortalidade de uma nova variante (clado 1b) no continente africano. Um viajante proveniente de uma região com intensa circulação do vírus na África foi diagnosticado na Suécia. Essa variante difere do clado 2, que causou surtos na África em 2022 e centenas de casos na Europa, América do Norte e outras regiões, resultando em uma emergência sanitária internacional entre 2022 e 2023.

O mpox pode gerar inflamação dos gânglios e erupções cutâneas dolorosas ou com coceira, como espinhas ou bolhas. O alerta da OMS destaca a gravidade da situação e a necessidade de ação urgente para conter a disseminação da doença. A situação requer uma resposta coordenada e eficaz dos governos e organizações de saúde para proteger a população e evitar maiores impactos da doença.

Com informações da Agência EFE, a gravidade do surto de mpox na África é uma preocupação global que exige cooperação internacional e esforços conjuntos para conter a propagação do vírus e garantir o acesso equitativo a vacinas e tratamentos. A conscientização e ações imediatas são essenciais para proteger a saúde pública e garantir a segurança da população afetada. A comunidade internacional deve unir forças para enfrentar essa emergência de saúde e evitar consequências mais devastadoras.

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