Vítima que denunciou ex-ministro Silvio Almeida presta depoimento à PF nesta terça

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Uma das mulheres que, conforme a organização de apoio a vítimas de violência sexual Me Too Brasil, alega ter sido assediada pelo ex-ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, está programada para ser ouvida pela Polícia Federal (PF) ainda hoje (10).

A Polícia Federal iniciou uma investigação preliminar na sexta-feira (6), um dia depois de ser divulgado que um grupo de mulheres procurou a Me Too para denunciar o então ministro por assédio sexual, incluindo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. O caso está em segredo de Justiça para preservar a identidade da depoente, cujo nome e local do depoimento não foram revelados.

De acordo com a Agência Brasil, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República também abriu um procedimento preliminar para esclarecer os fatos.

No dia 6 de agosto, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, exonerou Silvio Almeida, alegando “considerar a natureza das acusações” e por julgar “insustentável a permanência do ministro no cargo”. Nesta segunda-feira (10), a deputada estadual mineira pelo PT, Macaé Evaristo, foi nomeada para assumir o comando do ministério.

A Agência Brasil informou que o advogado do ex-ministro, Thiago Turbay, um dos advogados do ex-ministro, afirmou que a defesa ainda não teve acesso total às acusações. O advogado enfatizou que a intenção é esclarecer os fatos que ainda não foram divulgados, garantindo que não pretendem constranger as possíveis vítimas.

Em notas divulgadas sobre o caso, a Me Too argumentou que Silvio Almeida e sua equipe estão tentando “desviar o foco da grave denúncia”, buscando desqualificar a atuação da organização.

“O Me Too Brasil é uma organização dedicada ao acolhimento de vítimas de violência sexual, oferecendo apoio psicológico, jurídico e social, além de trabalhar em campanhas de conscientização, incidência legislativa, advocacy e litigância estratégica, entre outras ações em defesa dos direitos de mulheres, crianças e adolescentes”, declarou a organização.

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