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Profissionais da área médica do Distrito Federal decidiram entrar em greve nesta terça-feira. O grupo tomou essa medida após aprovar um indicativo de paralisação em 14 de agosto de 2024. Previamente, os médicos buscaram se reunir com o governador Ibaneis Rocha (MDB) para discutirem suas demandas.
Um dos médicos em greve expressou sentimentos de desvalorização e frustração. Ele relatou o atendimento realizado em diversas regiões, como Sobradinho II, Vale dos Pinheiros e Vale do Sol, incluindo áreas rurais. Durante a pandemia, o profissional esteve presente e apoiou a população, enfrentando desafios juntamente com os pacientes. Muitas vezes, os médicos precisam custear equipamentos essenciais, como aparelhos de ar-condicionado, e até mesmo despesas de deslocamento para garantir que os pacientes realizem os exames necessários.
Essas ações demonstram a dedicação e o comprometimento dos profissionais de saúde com o bem-estar dos pacientes, mesmo diante das dificuldades enfrentadas. A decisão de entrar em greve reflete a insatisfação da categoria com as condições de trabalho e a necessidade de melhorias estruturais e de remuneração.
A paralisação das atividades médicas impacta diretamente a população, que pode enfrentar dificuldades no acesso aos serviços de saúde. É essencial que haja diálogo entre os profissionais de saúde e as autoridades responsáveis, a fim de buscar soluções que atendam às demandas da categoria, garantindo um ambiente de trabalho adequado e condições justas para o exercício da profissão.
As reivindicações dos médicos em greve destacam a importância de valorizar e respeitar os profissionais da saúde, que desempenham um papel fundamental na sociedade. O reconhecimento do trabalho e o apoio às necessidades da categoria contribuem para a qualidade dos serviços prestados à população e para a manutenção de um sistema de saúde eficiente e equitativo.Os médicos estão em greve no Distrito Federal desde o dia 3 de setembro, contrariando uma decisão judicial. Guilherme Ramos, que trabalha como médico em uma unidade de saúde pública no Itapoã, expõe a desvalorização enfrentada pela categoria devido aos baixos salários e más condições de trabalho. Ele destaca a discrepância salarial entre médicos concursados da Secretaria de Saúde e outros profissionais, além de ressaltar a falta de profissionais, que resulta em sobrecarga, longas filas de espera e atendimento deficiente.
Ramos ainda enfatiza a falta de diálogo por parte da Secretaria de Saúde como um obstáculo para resolver a crise. Gutemberg Fialho, presidente do Sindicato dos Médicos do DF, aponta a ausência de resposta da SES-DF às reivindicações como motivo para a continuidade da paralisação. Fialho relata que o impasse atual é responsabilidade do governo, que precisa avaliar a proposta apresentada: “A paralisação está nesse impasse. A bola está com o governo”.
Em declarações anteriores, o sindicato deixou claro que a greve persistirá até que haja negociação e uma proposta satisfatória. Representantes estiveram em reuniões com autoridades, como o secretário de Economia do DF e um deputado distrital, para apresentar as demandas da categoria. Fialho reforça que a greve é a última alternativa, após tentativas de diálogo fracassadas, ressaltando não só as más condições de trabalho dos médicos, mas também a crise do SUS no DF.
A reportagem procurou a Secretaria de Saúde para obter um posicionamento sobre a situação, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço segue disponível para eventuais manifestações e será atualizado. Quanto à decisão judicial que proibiu a greve, o desembargador do TJDFT, Fernando Habibe, aumentou a multa diária em caso de descumprimento da determinação para evitar a continuidade do movimento paredista.Recentemente, uma greve de médicos no Distrito Federal levou à judicialização do caso, resultando em uma multa de R$ 50 mil que acabou sendo aumentada para R$ 200 mil, devido à categoria ter desconsiderado a decisão.
Na ação judicial protocolada contra a paralisação desses profissionais, o Governo do Distrito Federal (GDF) argumentou que manter 100% do corpo médico é fundamental para garantir a adequada prestação de serviços públicos à população.
O Executivo local enfatizou que um aumento salarial para essa categoria afetaria o delicado equilíbrio financeiro das contas públicas, mencionando que, em geral, a remuneração desses servidores ultrapassa os R$ 20 mil, sendo significativamente superior à média de outras categorias no DF.
Além disso, o governo informou que em julho de 2024, todos os servidores distritais receberam a segunda parcela de um aumento de 18%. Em relação às demandas por mais concursos e preferência na escolha da lotação, foi destacado que há um concurso em andamento que formou cadastro de reserva sem limite de candidatos, ressaltando os esforços para a nomeação contínua dos aprovados.
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