Governo da Bahia debate implantação da Política de Cuidados com Ministérios das Mulheres e do Desenvolvimento Social

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Salvador será palco do I Fórum Estadual da Política do Cuidado na Bahia, realizado pelo Governo do Estado, nesta quinta-feira (12), por meio das secretarias estaduais de Política para as Mulheres (SPM) e de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades).

No debate, a secretária Nacional de Cuidados e Família, Laís Abramo, representou o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), enquanto a secretária Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados, Rosane Silva, representou o Ministério das Mulheres.

“Com esse ato, o presidente Lula destacou que este é um tema central para seu governo e que precisa ser enfrentado com firmeza e autoridade, devido à sua importância. O cuidado deve ser uma responsabilidade do Estado, que deve produzir políticas públicas para lidar com essa questão, mas, também, deve ser uma responsabilidade da sociedade, das empresas, dos empresários e do sistema econômico, que se beneficiam desse trabalho para acumular renda e riqueza. Estou certa de que, com este fórum, conseguiremos promover um grande debate, como fizemos em nível nacional”, ressalta Rosane Silva.

O evento acontece no Instituto Anísio Teixeira (IAT), durante os períodos da manhã e da tarde, com o tema “O trabalho do cuidado e o impacto na vida das mulheres”. O objetivo é iniciar as tratativas para a implementação e sistematização da Política de Cuidados na Bahia.

A Política Nacional de Cuidados visa assegurar os direitos das pessoas que precisam de cuidados e das que prestam cuidados, com foco especial nas desigualdades de gênero, raça, etnia e localização. Além disso, busca promover as mudanças necessárias para uma distribuição mais equitativa do trabalho de cuidados entre as famílias, a comunidade, o Estado e o setor privado.

“Elaboramos um projeto de lei e estamos finalizando a definição de um Plano Nacional de Cuidados que incluirá uma série de propostas. Entre elas, estão a ampliação do direito à creche para crianças de 0 a 3 anos que atualmente não têm acesso a esse serviço e a expansão de outros tipos de serviços que possam reduzir o trabalho de cuidados indiretos”, conta Laís Abramo.

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