Policial penal que repassou dados de servidor a bandidos é denunciado

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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apresentou denúncia contra o policial penal que vazou dados de um agente da Polícia Civil (PCDF) para uma quadrilha especializada em simular acidentes de trânsito. Com a destruição dos carros de luxo, o grupo recebia altos valores de indenização pagos por seguradoras.

De acordo com a denúncia apresentada à Justiça do DF, o servidor, que à época ocupava o cargo de diretor-adjunto da Papuda, acessou os dados dos chefe da Seção de Investigação da PCDF e repassou para o grupo criminoso. A intenção seria fazer com que ele parasse de colaborar com as investigações. Caso contrário, se vingariam do policial civil, por ter desmembrado a organização do grupo.

O policial penal compartilhou o endereço do servidor. Nos dias seguintes, outros membros do grupo rondaram a casa do agente da PCDF e chegaram a perguntar por ele para o porteiro do condomínio.

O suspeito foi afastado do cargo em fevereiro deste ano, após ser alvo de um mandado busca e apreensão. Durante a ação, a PCDF encontrou na casa dele uma espingarda calibre 12; dois estojos contendo 50 munições; diversas espoletas em um pote de sorvete; 87 munições calibre .40; 65 projéteis para recarga de cartuchos de calibre 9mm; 28 munições calibre 5;  13 munições calibre 38; uma prensa para recarga de munição equipada com polvorímetro, shell holders e três matrizes para recarga de calibre 9×19 mm; além de uma granada lacrimogênea de movimento aleatório, entre outras coisas. Segundo o MP, ele não tinha autorização para ter alguns dos itens citados.

O agente foi denunciado por advocacia administrativa, violação de sigilo funcional e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. O caso foi enviado à Vara Criminal e Tribunal do Júri de Brazlândia. Cabe à Justiça definir se aceita ou não a denúncia.

Relembre a ação da quadrilha

A organização criminosa foi desarticulada em 18 de setembro de 2023, no âmbito da Operação Coiote, deflagrada pela 18ª DP. Estruturado, o grupo criminoso era formado por um empresário, uma advogada, um ex-policial militar do DF, a mulher do PM e outros dois integrantes.

O bando, de acordo com as investigações, faturou pelo menos R$ 2 milhões forjando acidentes violentos com perda total de veículos para embolsar o dinheiro do seguro.

Atuando desde 2015, a organização criminosa simulou 12 acidentes e destruiu 25 veículos de luxo de montadoras como Porsche, Audi, BMW, Mercedes e Volvo.

A organização criminosa foi desarticulada em 18 de setembro de 2023, no âmbito da Operação Coiote, deflagrada pela 18ª DP. Estruturado, o grupo criminoso era formado por um empresário, uma advogada, um ex-policial militar do DF, a mulher do PM e outros dois integrantes.

O bando, de acordo com as investigações, faturou pelo menos R$ 2 milhões forjando acidentes violentos com perda total de veículos para embolsar o dinheiro do seguro.

Parte do dinheiro era reinvestida pelos “playboys da batida” na compra de outros carros, que, novamente, seriam destruídos em colisões frontais que impossibilitassem o conserto dos veículos. Os acidentes forjados ocorreram nas cidades de Brazlândia, Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Vicente Pires e Brasília.

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