Dinheiro, sedução e sangue: trama entre vigilantes acabou em tragédia

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O assassinato de Alexsandro Aires Carvalho, de 42 anos, revelou uma trama que mistura dinheiro, lascívia e tragédia entre um grupo de vigilantes. O homem foi executado com 13 disparos no início de abril deste ano, enquanto estava em uma marcenaria, em Ceilândia. Meses depois, a investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desvendou que o crime não se tratava de um simples homicídio.

A investigação apontou que a execução foi orquestrada principalmente pela ex-esposa de Alexsandro, identificada como Vitória Carla Nunes da Silva, também vigilante. Os dois têm um filho juntos.

A mulher teria convencido o atual namorado – e também vigilante -, Ricardo Nunes da Costa, a cometer o assassinato. Ela teria instigado o companheiro, dizendo que era perseguida e ameaçada pela vítima. No início do ano, inclusive, houve uma discussão entre eles após Alexsandro ir até a residência onde vivia o casal.

No entanto, a mulher, mesmo separada, continuava a mandar textos para o ex-marido. Fato levado em consideração pela investigação foi que, momentos antes da execução, no mesmo horário em que conversava com o novo namorado, Vitória enviou diversas mensagens de texto para a vítima, fingindo querer reatar o relacionamento. A intenção dela era forjar um álibe, caso fosse apontada como suspeita de participação no crime.

Foi dentro deste contexto que a mulher teria induzido o namorado que o ex-marido seria um entrave para o relacionamento. Além disso, a antiga companheira visava receber o seguro de vida do ex-marido. O valor era estimado em R$ 70 mil.

Pistoleiro

A apuração indicou que os dois teriam buscado auxílio Weslei Rodrigues Botelho dos Santos para intermediar o contato com um pistoleiro de aluguel. Todos os quatro vigilantes envolvidos na trama – autores e vítima – trabalhavam fazendo a segurança em unidades de saúde publica da capital do país.

Possivelmente prometendo uma quantia do seguro de vida proveniente da morte de Alexsandro Aires Carvalho, o grupo teria contratado Sílvio Chaves de Oliveira para ser o executor e realizar o crime. O assassinato ocorreu no dia em que Vitória retornaria a trabalhar após uma licença, mesmo dia em que Ricardo iniciaria suas férias.

A investigação mostra que, com o auxílio de um comparsa ainda desconhecido, Sílvio usou a motocicleta de Weslei para ir até a marcenaria onde a vítima estava trabalhando e executá-la. Uma outra pessoa também foi atingida pelos disparos. Os quatro envolvidos na morte já foram presos. A PCDF ainda tenta identificar e prender o outro homem que ajudou na condução do executor. O caso é conduzido pela 15ª DP (Ceilândia Centro).

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