Quando teremos a coragem de travar a crise climática? (Sally Rooney)

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Se continuarmos queimando combustíveis fósseis no ritmo atual, caminharemos inevitavelmente para o colapso da civilização. Eventos climáticos estão se tornando mais frequentes e severos em todo o mundo. Os líderes mundiais se comprometeram a reduzir as emissões de carbono, mas as metas não são cumpridas e as emissões continuam aumentando. A ganância impulsiona o capitalismo, que requer crescimento contínuo, alimentado por combustíveis fósseis.

Os humanos emitiram quantidades preocupantes de carbono apenas nas últimas décadas, impulsionados pelo capitalismo em busca de lucro. Consumidores abastados contribuem para a destruição do planeta em troca de conveniência. A democracia mundial é desigual, e alguns países poluem mais que outros sem considerar a justiça global. A destruição ambiental afeta a todos, especialmente os mais pobres, que sofrem as consequências em maior escala.

Para lidar com a crise climática, gestos individuais são importantes, mas insuficientes. É necessário buscar soluções fora do sistema político atual. Protestos e campanhas são formas de pressionar, mas as grandes empresas estão focadas em lucros. A resistência ativa, como a luta contra a Shell na Irlanda, mostra que é possível dificultar projetos nocivos.

O direito à propriedade privada permite que empresas multinacionais causem danos ambientais, enquanto os cidadãos têm poucos recursos para impedir. Enfrentar o sistema é essencial para proteger o planeta e as futuras gerações. É preciso coragem para interromper a destruição em curso e repensar o atual modelo de desenvolvimento.


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