A revista científica Elsevier decidiu ‘despublicar’ 34 artigos de um pesquisador brasileiro devido a informações falsas. Outros 13 artigos estão sob investigação. Os artigos em questão tinham pareceristas com emails falsos, o que levou a editora a rever sua publicação.
O pesquisador em questão, Guilherme Malafaia, do Instituto Federal Goiano, nega as acusações e alega não ter tido espaço para se defender durante o processo. Ele encontrou os endereços de email dos pareceristas em uma base chinesa, mas problemas de acesso a sua conta impossibilitaram a comprovação da origem.
A revista Stoten, especializada em pesquisas ambientais, teve sua avaliação suspensa temporariamente devido a suspeitas sobre a qualidade dos artigos publicados. Além disso, foi revelado que a revista é considerada um “papermill journal”, favorecendo a quantidade em detrimento da qualidade dos artigos.
Em 2020, um artigo da revista foi retratado após criticas por conter informações falsas sobre a Covid-19. O editor desse artigo, Damiá Barceló, é o mesmo que editou a maioria dos artigos de Malafaia, e está sendo investigado na Espanha por manipulação de sua filiação em troca de dinheiro.
Barceló e Malafaia foram coautores em diversas pesquisas, e Malafaia tentou provar sua inocência durante o processo investigativo. A Folha de S.Paulo tentou contato com Barceló para esclarecimentos, mas não obteve resposta até o momento.

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