Vídeo: PMs dão mata-leão e prendem morador de rua no centro de SP

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São Paulo – Um homem em situação de rua foi agredido e detido por policiais militares na Praça do Patriarca, no centro de São Paulo, neste sábado (7/12). Durante a abordagem, os PMs deram um “mata-leão” no rapaz, golpe proibido pela corporação.

Uma equipe da prefeitura realizava atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade no local. Uma testemunha, que seria uma das agentes do serviço social, gravou o momento em que dois PMs tentam imobilizar o homem. No chão, um deles chega a dar uma chave de pescoço no rapaz. Em seguida, quando o agente passa a imobilizar o braço dele, outro PM começa a aplicar outro mata-leão.

Veja:

“O homem tá fazendo nada, a gente acabou de atender ele. Tá enforcando ele. Que isso, tão dando mata-leão no homem. Que despreparo é esse. Tem que abrir uma denúncia. Batendo em população de rua”, diz a mulher ao longo do vídeo, desesperada.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o homem, de 37 anos, foi detido por desacato e resistência após uma abordagem policial.

“Durante uma ação de rotina, ele atravessou a rua em direção aos agentes, proferiu ofensas e tentou interferir no trabalho, além de ameaçá-los. Ao ser abordado, resistiu e precisou ser contido com algemas, momento em que mordeu um dos policiais, causando ferimentos leves”, disse a pasta.

O suspeito foi levado ao 8º DP (Brás), onde foi multado. De acordo com a SSP, a Polícia Militar analisa as imagens do ocorrido e, “caso sejam comprovados excessos, as devidas providências serão adotadas para responsabilização dos envolvidos”.

A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) disse que uma equipe do Serviço Especializado de Abordagem Social atendia pessoas em situação de vulnerabilidade quando, por volta das 12h, a Polícia Militar deteve um homem em situação de rua no local.

“A pasta lamenta o ocorrido e ressalta que o trabalho do SEAS tem como objetivo a busca ativa de pessoas em situação de rua e vulnerabilidade, garantindo escuta, oferecendo acolhimento e encaminhamento para os serviços da rede socioassistencial da Prefeitura de São Paulo”, afirma, em nota.


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