Mohammed al-Jolani, líder da milícia Hayat Tahrir al-Sham (HTS), fez um discurso após a tomada de Damasco, enfatizando a continuidade da luta iniciada durante a Primavera Árabe. Ele declarou que a vitória pertence à “nação islâmica” e foi alcançada com sacrifícios. Após se separar da Al-Qaeda, o HTS tenta se posicionar como um grupo mais moderado, apesar de ser considerado terrorista pelo Ocidente.
Nos últimos meses, o HTS intensificou suas ações contra o governo de Assad, capturando cidades estratégicas. As tensões com o regime remontam a 2017, relacionadas ao conflito com a frente Al-Nusra. O objetivo principal da ofensiva é derrubar Assad, utilizando todos os meios necessários, segundo Al-Jolani.
Al-Jolani tem sido mais ativo publicamente, trocando o turbante por uniformes militares em Aleppo. Essa mudança simboliza sua transição para uma figura mais proeminente no cenário político e militar. O HTS busca consolidar seu poder em meio à guerra civil síria, buscando se afirmar como uma força relevante na oposição. Analistas acompanham de perto seus movimentos e declarações, considerando suas implicações no futuro da Síria.

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