
A queda do regime de Bashar al-Assad expôs os arsenais de captagon, uma droga pertencente à família das anfetaminas, que transformou a Síria em um narcoestado. Maher al-Assad, irmão do presidente, é associado ao tráfico de captagon, em uma indústria que movimenta cerca de US$ 10 bilhões. Autoridades descobriram fábricas desta droga na cidade de Douma, região de Ghouta Oriental.
Em hangares próximos a Damasco, milhões de comprimidos foram encontrados escondidos em caixas de eletricidade. A Síria, após anos de conflito, tornou-se um paria internacional, com mais de meio milhão de mortos. O captagon se tornou a principal mercadoria de exportação, usando como ferramenta de pressão diplomática para Assad.
Apesar da queda do regime, a produção de captagon continua, com combatentes incinerando milhares de comprimidos em instalações militares. A coalizão rebelde busca acabar com essa indústria lucrativa, refletindo a complexidade da situação na Síria e os desafios enfrentados na restauração da ordem no país.

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