O dólar subiu pelo segundo dia consecutivo no mercado interno e fechou a sexta-feira (13) em alta de 0,40%, sendo negociado a R$ 6,0313. Além do cenário de valorização do dólar no exterior e do aumento das taxas dos Treasuries, que costuma impactar moedas de mercados emergentes, o real foi afetado por ajustes de prêmios de risco relacionados às incertezas fiscais durante a tramitação das medidas de contenção de gastos no Congresso.
A valorização do dólar poderia ter sido maior se não fosse a intervenção do Banco Central, que realizou um leilão de venda de moeda à vista, reduzindo a pressão sobre a moeda e afastando-a dos picos vistos anteriormente, quando chegou a atingir R$ 6,0776. Com isso, a divisa encerrou a semana com uma queda de 0,65%.
Nesta tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez sua primeira aparição após procedimentos médicos para tratar sangramentos intracranianos. Em um vídeo nas redes sociais, Lula caminha pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e afirma que em breve estará pronto para retornar ao trabalho.
A ausência de Lula em Brasília aumentou as incertezas sobre a aprovação do pacote fiscal no Congresso, em um momento em que há pressão de parlamentares por alterações nas medidas propostas, o que pode resultar em uma economia menor do que a esperada pelo governo. A expectativa é que as medidas sejam votadas no plenário da Câmara dos Deputados na próxima semana.
Após vender US$ 4 bilhões em leilões de linha com compromisso de recompra, o Banco Central realizou hoje um leilão de venda de dólares à vista, a primeira operação do tipo desde agosto. O mercado absorveu cerca de US$ 845 milhões e nove propostas foram aceitas com uma taxa de R$ 6,0200.
Em declarações recentes, o diretor de Política Monetária e futuro presidente do BC, Gabriel Galípolo, reafirmou que a autoridade monetária atua no mercado cambial em casos de “disfuncionalidade” e não tem como objetivo um nível específico de taxa de câmbio.

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