O Benefício de Prestação Continuada (BPC), alvo de cortes de gastos no governo Lula, possui mais de 963,3 mil processos aguardando julgamento, especialmente para pessoas com deficiência (854,1 mil) e idosos (109,2 mil). A maior parte desses processos está nos Tribunais Regionais Federais, com destaque para o TRF-1, que possui 405,2 mil casos, representando 42% do total.
Os processos sobre o BPC levam, em média, quase um ano até o primeiro julgamento. Alguns tribunais, como o da Bahia, chegam a levar 4 anos para decidir. Em 2024, o número de processos para pessoas com deficiência aumentou 25,1%, enquanto para idosos houve uma queda de 39,5% em relação ao ano anterior.
O BPC é um benefício previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) que visa fornecer um salário mínimo mensal para idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda. Com o aumento no número de benefícios concedidos nos últimos anos, o governo tem sido pressionado em suas contas públicas, o que levou a uma análise mais criteriosa na concessão dos benefícios.
Para ter direito ao BPC, é necessário que a renda per capita da família seja igual ou inferior a 25% do salário-mínimo, além da inscrição no Cadastro Único. Pessoas com deficiência precisam passar por avaliações médicas e sociais no INSS. Há propostas em discussão para alterar os critérios de concessão do benefício, visando uma seleção mais cuidadosa.
O BPC não se trata de uma aposentadoria, pois não exige contribuições prévias ao INSS. Seu objetivo é proporcionar uma melhoria na qualidade de vida para os beneficiários em situação de vulnerabilidade social.

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