Órgão comandado por militar amigo de Tarcísio expande contratos sem licitação

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O Departamento de Estradas de Rodagem (DER), comandado por um militar aliado do governador Tarcísio de Freitas, tem expandido contratos sem licitação para prestação de serviços nas estradas paulistas. Em dois anos, o coronel da reserva do Exército Sergio Codelo, superintendente do órgão, assinou 16 contratos com empresas terceirizadas, totalizando R$ 401 milhões, todos sem licitação, para operar as Unidade Básicas de Atendimento (UBAs) nas rodovias. Anteriormente, esses serviços eram contratados por meio de licitação.

As UBAs oferecem serviços de apoio aos motoristas, como resgate com guinchos, nas rodovias não privatizadas, já que o DER não possui servidores para essa função. As contratações foram feitas com 15 empresas, organizadas em consórcios, atuando em trechos rodoviários específicos. Algumas das empresas contratadas têm histórico de investigação por irregularidades.

Codelo foi superintendente regional do Dnit de 2019 a 2023 no governo Bolsonaro, enquanto Tarcísio era ministro da Infraestrutura. Nomeado pelo general Antonio Leite dos Santos Filho, Codelo assumiu no DER em 2022 para garantir a transparência do órgão.

Em sua gestão, Codelo reduziu os valores de obras emergenciais, mas o montante total de contratações diretas aumentou para R$ 907 milhões, com destaque para os contratos das UBAs. Algumas empresas contratadas sem licitação para obras na gestão anterior foram recontratadas para prestar serviços.

Diante das críticas, Codelo afirmou que buscou licitações para os serviços, mas teve que revogá-las devido a questionamentos do Tribunal de Contas do Estado. As suspensões ocorreram por falhas burocráticas apontadas pelas empresas interessadas na disputa.

Codelo justificou as contratações emergenciais para garantir a continuidade do serviço, ressaltando que as regras e cotações de preço são seguidas. As empresas contratadas não responderam aos pedidos de comentários, mas alegaram seguir padrões éticos e legais em suas atividades.

Com as mudanças no cenário político, a questão permanece em debate, evidenciando as práticas de contratações diretas no DER.

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