O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, tem compartilhado com aliados a opinião de que o governo precisa implementar mudanças e realizar uma reforma ministerial no próximo ano. Lira acredita que há um desequilíbrio na representatividade dos ministérios e que o governo precisa melhorar sua comunicação.
Durante um almoço com seus ministros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou sua intenção de promover mudanças no primeiro escalão do governo. Segundo pessoas próximas a Lira, o PT, mesmo representando cerca de 16% na Câmara dos Deputados, controla 80% dos recursos sob a tutela das pastas.
Para Lira, a distribuição de cargos entre as legendas do Centrão está desproporcional, com algumas com alto número de ministros e outras sub-representadas. Ele também considera que a reforma ministerial poderia contribuir para amenizar o clima ruim na Casa, relatado por outros deputados recentemente.
O presidente da Câmara avalia que o governo precisa ser mais ágil na condução de iniciativas legislativas, mas para isso é essencial que haja harmonia entre as diferentes alas do governo.
Em relação ao seu trabalho na Casa, Lira destacou que o plenário conquistou maior protagonismo durante seus quatro anos de comando. No entanto, ele acredita que o Congresso precisa se posicionar com mais firmeza em relação às suas atribuições.
Além disso, Lira mencionou a necessidade de discutir a anistia aos presos do 8 de janeiro no próximo ano, projeto que teve sua tramitação paralisada por ele ao determinar a formação de uma comissão especial. Apesar de ter um perfil diferente do atual presidente da Câmara, Hugo Motta deverá manter a mesma estrutura de trabalho que Lira ao sucedê-lo, e conta com amplo apoio de diversas legendas.

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