Médico da família e da comunidade, Octávio Milton Saquicela Siquenza, de 65 anos, é acusado de importunar sexualmente várias pacientes na Unidade Básica de Saúde (UBS) 5 do Gama. Além disso, o profissional é denunciado por apalpar pacientes durante consultas e facilitar encaminhamentos para alvos de suas investidas amorosas.
Uma paciente relatou que teve os seios apalpados de forma indevida pelo médico enquanto ele ouvia seus batimentos cardíacos com um estetoscópio. Ela ainda mencionou que, após retornar com os exames, precisou procurar outro profissional que diagnosticou uma infecção urinária que Octávio não identificou.
Outra moradora da região comentou que o médico faz investidas inadequadas às pacientes, principalmente as consideradas “mais bonitas”. Uma gerente de outra UBS do Gama denunciou faltas constantes, comentários racistas e pejorativos feitos pelo médico, além dos assédios e importunações sexuais.
Pacientes e servidoras do médico já formalizaram denúncias ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), que está investigando os relatos recebidos.
Uma enfermeira que trabalhava com Octávio há cinco anos denunciou ter sido alvo de assédios e comentários de cunho sexual. O caso está em investigação na Secretaria da Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e também foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam I).
A SES-DF informou que o médico foi temporariamente transferido para outra unidade até a conclusão das investigações. Octávio Milton negou todas as acusações feitas contra ele.


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