Fecomercio-SP avalia que corte de gastos aprovado não solucionará questão fiscal
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (Fecomercio-SP) criticou o recente pacote de corte de gastos aprovado pelo Congresso Nacional, alegando que as medidas propostas não serão suficientes para resolver o desequilíbrio fiscal do país. A entidade questiona o que será considerado no cálculo fiscal do próximo ano, especialmente após a exclusão de despesas relevantes como o custeio de ações emergenciais no Rio Grande do Sul.
Segundo a Fecomercio, o pacote foca em reduzir o crescimento das despesas, ao invés de implementar cortes efetivos necessários para estabilizar a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos anos. A entidade alerta que o efeito do pacote é temporário e destaca a possibilidade de ser necessário um novo plano fiscal em breve.
Especialistas argumentam que o pacote expõe a fragilidade estrutural das finanças públicas brasileiras e a falta de planejamento a longo prazo. Apesar de fornecer um alívio momentâneo, não aborda as raízes do problema fiscal, como a baixa eficiência dos gastos públicos e a incapacidade de promover um crescimento econômico sustentável.

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