O motorista da carreta que provocou o acidente com 41 mortos na BR-116, em Teófilo Otoni, Minas Gerais, se entregou à Polícia Civil mineira nesta segunda-feira (23), dois dias após o ocorrido. Ele estava foragido e teve sua CNH apreendida em 2022 por se recusar a fazer o teste do bafômetro durante uma blitz da Lei Seca em Mantena, Vale do Rio Doce.
A principal linha de investigação aponta que um bloco de granito transportado pelo caminhão se soltou e atingiu o ônibus, causando o incêndio. A suspeita de excesso de peso no transporte reforça a responsabilidade do condutor, conforme informações da Polícia Civil.
O acidente envolveu um ônibus, um carro e uma carreta bitrem. O ônibus seguia de São Paulo para a Bahia, enquanto o veículo de carga ia do Ceará para o Espírito Santo, no sentido contrário.
As vítimas que estavam no ônibus se dirigiam para diversas cidades baianas, e o Governo da Bahia decretou luto oficial de dois dias. Até o momento, 41 corpos foram levados para o Instituto Médico Legal André Roquette em Belo Horizonte, com 11 deles identificados.
A Polícia Civil de Minas Gerais trabalha em conjunto com outras forças policiais para coletar material genético das famílias das vítimas nos municípios de origem. Um telefone foi disponibilizado para fornecer acolhimento e informações aos familiares sobre o processo de identificação: (31) 3379-5059.

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