
O ano de 2024 marcou o início da era de exploração comercial da Lua, com os Estados Unidos e a China tendo papel de destaque. Enquanto a missão chinesa Chang’e 6 trouxe amostras do hemisfério oculto da Lua, os americanos adotaram uma estratégia envolvendo a iniciativa privada para explorar o satélite natural.
As missões lunares dividiram as atenções entre as duas maiores potências espaciais do século 21: Estados Unidos e China. Enquanto os americanos apostam em módulos de pouso robóticos de baixo custo, com a Nasa como uma das clientes, os chineses focam em seu programa lunar estatal, visando futuras missões tripuladas até 2030.
O destaque das missões foi a oportunidade de trazer amostras do lado afastado da Lua, revelando segredos do hemisfério oculto. As missões americanas Peregrine e Odysseus encontraram diferentes desafios, com a primeira sendo impedida de alunissar devido a um vazamento e a segunda se tornando a primeira missão privada a realizar um pouso suave lunar.
Além disso, o Japão obteve sucesso com o pouso suave da sonda robótica Slim na Lua. No que diz respeito aos foguetes, houve testes bem-sucedidos, com destaque para o foguete Starship da SpaceX, que realizou quatro voos em 2024, incluindo a primeira recuperação do primeiro estágio para reuso na própria plataforma de lançamento.
A Nasa planeja usar o Starship para o primeiro pouso lunar tripulado do século 21, em 2027, enquanto os chineses trabalham no desenvolvimento do foguete Longa Marcha 10, previsto para voar em 2027. A empresa Orienspace, da China, também obteve sucesso com o lançamento do foguete Gravity-1, projetado para baixo custo e voo frequente.
Em missões interplanetárias, se destacaram a Europa Clipper, lançada pela Nasa em direção a Júpiter, e a missão Hera, da ESA, que visitará o asteroide duplo Dídimo para investigar os efeitos de missões anteriores de redirecionamento de asteroides.

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