O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanon, estava no aeroporto internacional de Sanaa, capital do Iêmen, quando, nesta quinta-feira (26/12), ocorreu um bombardeio israelense. Ele aguardava o voo de volta para Genebra, na Suíça, após cumprir missão no país.
Tedros escapou ileso do ataque, que resultou na morte de duas pessoas e deixou outras 11 feridas. Em uma publicação nas redes sociais, ele relatou: “Quando estávamos prestes a embarcar no nosso voo de Sanaa, há cerca de duas horas, o aeroporto foi alvo de bombardeios aéreos”.
Um tripulante ficou ferido e várias áreas do aeroporto foram danificadas, incluindo a sala de embarque, que foi atingida a poucos metros de onde Tedros se encontrava.
O diretor-geral da OMS tranquilizou a todos, informando que ele e sua equipe estavam seguros e sem ferimentos. Aguardariam os reparos necessários no aeroporto antes de partir, prestando condolências às famílias das vítimas do ataque.
Após o episódio, a ministra da Saúde do Brasil, Nísia Trindade, expressou solidariedade a Tedros Adhanon pelas redes sociais, condenando a violência e oferecendo apoio em prol da paz.
Ataque direcionado
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque visava alvos Houthis no aeroporto. Além disso, o ataque se estendeu a portos e a uma estação de energia em Sanaa.
Os Houthis, um grupo xiita apoiado pelo Irã e formado no Iêmen, lançam mísseis em direção a Israel em apoio ao grupo terrorista Hamas, desde o início do conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza.

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