
O investigador classe especial da Polícia Civil de São Paulo Marcelo Marques de Souza, conhecido como Bombom, foi preso após ligação com o crime organizado. Ele era considerado um elo entre bandidos e a chamada “banda podre” da polícia.
Bombom era chefe de investigações do Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Cerco), ligado à 5ª Delegacia Seccional da capital paulista. Em depoimento ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), o corretor de imóveis Vinícius Gritzbach, assassinado em 8 de novembro no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, descreveu como Bombom atuava nos bastidores corruptos da instituição.
No depoimento, Gritzbach afirmou que o empresário Reinaldo Muhammad Mahmud Ayesh, conhecido como Vida e investigado por lavagem de dinheiro, seria padrinho de batismo de Bombom. Por meio do policial civil, Reinaldo teria sido introduzido para atuar tanto no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) quanto no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
O investigador teria realizado transações bancárias que somaram quase R$ 34,5 milhões entre janeiro de 2017 e julho de 2022, sendo suspeito de utilizar uma técnica de lavagem de dinheiro conhecida como smurfing em várias regiões do Brasil.
A investigação da Polícia Federal indicou que Bombom vivia no mesmo prédio que Reinaldo Muhammad e adquiriu um apartamento de alto padrão em 2018 por um valor significativamente menor do que os imóveis similares na região, levantando suspeitas sobre seus rendimentos. Ele e outros policiais presos no caso responderão por crimes como organização criminosa e corrupção ativa e passiva.

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