Demência: estudo aponta expectativa de vida após diagnóstico

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A demência é uma das principais causas de dependência entre idosos em todo o mundo, sendo a principal causa de morte, de acordo com a OMS. Um estudo realizado na Holanda pelo Centro Médico Universitário Erasmus MC analisou o impacto da demência na expectativa de vida dos pacientes, concluindo que varia de dois a nove anos após o diagnóstico, dependendo da idade da pessoa no momento do diagnóstico.

Os pesquisadores revisaram 261 estudos publicados entre 1984 e 2024, envolvendo mais de 5,5 milhões de pessoas com idade média de 79 anos em várias regiões do mundo. Descobriram que a expectativa de vida após o diagnóstico de demência varia significativamente de acordo com a idade, sexo e tipo da doença. Por exemplo, homens diagnosticados aos 65 anos podem viver em média 5,7 anos, enquanto os diagnosticados aos 85 anos vivem cerca de 2,2 anos. Já as mulheres diagnosticadas aos 65 anos têm uma expectativa de vida de aproximadamente 9 anos, e as diagnosticadas aos 85 anos podem viver em média mais 4,5 anos.

O estudo também destacou que um em cada três pacientes com demência é internado em uma casa de repouso no prazo de três anos após o diagnóstico.

O diagnóstico precoce da demência, como o Alzheimer, é fundamental para retardar sua progressão. Embora mais comum em pessoas com mais de 70 anos, os sintomas podem surgir em indivíduos mais jovens, por volta dos 30 anos, sendo denominado Alzheimer precoce. A fase inicial da doença geralmente se manifesta com alterações na memória e dificuldade em lembrar coisas simples.

No entanto, a demência é uma condição complexa e o acompanhamento médico especializado é essencial para um tratamento adequado. A conscientização sobre os sinais precoces e a promoção de um envelhecimento saudável podem ajudar a aumentar a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias.

Portanto, é crucial buscar orientação médica ao perceber qualquer sintoma que possa estar relacionado à demência, pois o diagnóstico e tratamento precoces podem fazer toda a diferença na vida e na expectativa de quem sofre com essa condição.

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