Familiares e amigos se despedem de Léo Batista

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Léo Batista, um ícone do jornalismo esportivo, foi velado na sede do Botafogo, no Rio de Janeiro. Aos 92 anos, ele nos deixou vítima de complicações decorrentes de um câncer no pâncreas. Com uma carreira que se estende por sete décadas, Léo Batista marcou presença cobrindo 13 Copas do Mundo e participando de programas como o Globo Esporte e o Fantástico. Sua capacidade de se reinventar e permanecer atualizado ao longo dos anos foi destacada por Renato Ribeiro, diretor de esportes da Globo.

Renato Ribeiro ressaltou a inspiração que Léo foi para novas gerações de jornalistas esportivos, sempre aberto às mudanças e às novas linguagens. Léo Batista, carinhosamente conhecido como “Seu Léo”, não apenas deixou sua marca na cobertura esportiva, mas também se dedicou a compartilhar seu conhecimento e experiência com os mais jovens, como enfatizou Tino Marcos, repórter que dividiu momentos profissionais ao seu lado.

O Botafogo, time do coração de Léo Batista, abriu suas portas para o velório em um gesto simbólico e emocionante. O clube sempre teve um lugar especial no coração do jornalista, que era sócio desde 1992 e chegou a narrar o primeiro jogo de Garrincha como profissional. Sua passagem deixou marcas históricas e afetivas no Botafogo, e em 2019 recebeu uma homenagem especial com uma cabine no Estádio Engenhão batizada com seu nome.

A presença de Mylena Ceribelli no velório evidenciou a importância de Léo Batista não apenas como profissional, mas como pessoa. Em um momento marcante, ela relembrou uma frase dita por ele em um documentário sobre sua vida: “Só morre de verdade, quem nunca mais será lembrado”. Certamente, Léo Batista continuará sendo lembrado e reverenciado por muitos, pois sua trajetória é uma referência de dedicação e paixão pelo jornalismo esportivo e sua marcante voz continuará ecoando em sua ausência.

Mesmo enfrentando problemas de saúde, Léo Batista nunca deixou de contribuir com seu trabalho para a emissora onde atuou por mais de cinco décadas. Seu legado perdurará, pois personifica o compromisso e a paixão pelo esporte e pela comunicação que o tornaram uma figura tão admirada e respeitada. Sua esposa, Leyla Chavantes Belinaso, conhecida como Dona Leila, também jornalista, o antecedeu recentemente em 2022. Seu sepultamento será reservado aos familiares e amigos, uma última homenagem a um profissional que deixou uma marca indelével no jornalismo esportivo brasileiro.

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