A Polícia Federal tem intensificado investigações sobre o uso de emendas parlamentares, que se tornaram alvo de tensão entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. Nos últimos anos, o aumento significativo no volume de recursos destinados a emendas resultou em um montante expressivo de cerca de R$ 150 bilhões, em comparação com os R$ 30 bilhões utilizados entre 2015 e 2019.
As emendas do relator, que totalizaram cerca de R$ 36 bilhões, têm sido alvo de controvérsias devido à falta de transparência em sua aplicação. Esse cenário levou a um aumento nas operações da PF relacionadas ao tema, com políticos de diversos partidos sob investigação.
Desde 2022, a Polícia Federal conduziu pelo menos sete operações que já atingiram membros do PL, União Brasil, PDT e PSB. Há ainda investigações em andamento que podem envolver mais siglas e políticos em situações irregulares.
Recentemente, o deputado Afonso Motta (PDT-RS) foi citado em uma investigação da PF, denominada Operação Emendafest, que apura desvios em emendas parlamentares. Já o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, enfrenta diversas operações envolvendo o deputado Josimar Maranhãozinho, destacando-se entre elas as operações Odoacro, Descalabro, Engrenagem e Emendário.
O PSB também está na mira da PF, com o deputado Junior Mano sendo investigado por desvios em emendas. A PF, a pedido do ministro Gilmar Mendes, está apurando irregularidades em emendas destinadas a cidades do Ceará.

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