Trump revoga decreto que garantia que venda de armas no exterior não seriam usadas em violação aos direitos humanos

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Donald Trump revoga decreto sobre venda de armas no exterior

O ex-presidente republicano Donald Trump revogou um decreto anterior que garantia que armas vendidas no exterior pelos Estados Unidos não fossem utilizadas em desrespeito ao direito internacional humanitário. A ordem, emitida por Joe Biden em fevereiro de 2024, durante a controvérsia em torno da ofensiva israelense em Gaza, havia sido revogada, conforme informado pelo Washington Post na última segunda-feira.

A medida, conhecida como NSM-20, demandava que os países receptores de ajuda militar fornecessem garantias “credíveis e confiáveis” de respeito aos direitos humanos ao adquirir armas dos EUA. Este requerimento gerou um relatório em maio de 2024 que questionava o uso de armas americanas por Israel, embora não tenha suspendido sua entrega, devido à falta de informações conclusivas.

A revogação do decreto foi elogiada pelo senador republicano Jim Risch, que criticou a ordem original por supostamente desconsiderar a segurança dos Estados Unidos e de seus aliados ao tentar atender demandas da esquerda progressista para envergonhar Israel. Para Christopher Le Mon, responsável pelos direitos humanos do Departamento de Estado durante a gestão de Biden, a decisão de Trump envia um sinal de indiferença quanto à forma como as armas americanas são empregadas, independentemente de questões legais ou éticas envolvidas.

Essa revogação, segundo críticos, representa um posicionamento que pode impactar a segurança dos aliados dos Estados Unidos ao não considerar as implicações éticas e jurídicas do uso de armas americanas no cenário internacional.

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