O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, em um encontro que visa revitalizar a relação com o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST). Nessa reunião, foram discutidos decretos de desapropriação que resultarão na maior ação desde 2017, alcançando 13.305 hectares em um assentamento a ser visitado pelo presidente na sexta-feira (7/3).
Os decretos assinados no evento em Minas Gerais projetam a entrega de 385 mil hectares a 12,9 mil famílias até abril deste ano. Além disso, dados sobre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foram compartilhados com o mandatário durante a reunião.
O ministro Paulo Teixeira enfrentou críticas do MST no início do governo Lula, especialmente devido à alegada lentidão no processo de reforma agrária. Com expectativas de uma ampla reforma ministerial, uma ala do PT começou a pleitear a substituição de Teixeira por Paulo Pimenta, deputado federal que deixou a Secretaria de Comunicação Social (Secom) em janeiro.
O Planalto avaliou que não seria estratégico anunciar aumentos nas entregas e melhorias nas relações com o MST enquanto o ministro responsável pela área estivesse sendo questionado internamente. Portanto, o momento para tal anúncio seria inadequado.
O enigma da reforma ministerial de Lula
Enquanto isso, o presidente mantém segredo sobre possíveis mudanças em seu ministério. Até agora, somente ministros do PT foram realocados em 2025. Além da troca de Pimenta por Sidônio Palmeira na Secom, Lula nomeou a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, para a Secretaria de Relações Institucionais, e Alexandre Padilha para o Ministério da Saúde, saindo da SRI.

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