O dólar encerrou o dia em leve alta em relação ao real, próximo a R$ 5,80, influenciado pela desvalorização de moedas emergentes e exportadores de commodities. Enquanto isso, moedas como o euro ganharam força diante da expectativa de cortes de juros nos EUA devido a um relatório de emprego aquém do esperado.
O enfraquecimento da China, com queda nas importações, e a incerteza sobre as políticas de Donald Trump geraram ajustes e realização de lucros em moedas emergentes. Por aqui, o PIB do quarto trimestre ficou aquém do esperado, impactando a atratividade do país para investimentos e indicando menos espaço para altas na taxa Selic. A expansão do PIB no quarto trimestre foi de 0,2%, totalizando 3,4% em 2024.
O dólar atingiu R$ 5,8002 no decorrer do dia, fechando em R$ 5,7902, com alta de 0,53%, ainda assim acumulando uma queda de 2,13% na semana em relação à última sexta-feira, quando estava em R$ 5,9163.
No cenário internacional, o índice DXY, que acompanha o comportamento do dólar em relação a seis moedas, caiu, chegando a um patamar abaixo de 104.000 pontos, devido ao fortalecimento do euro. O relatório de emprego nos EUA indicou a criação de 151 mil vagas e um aumento na taxa de desemprego, juntamente com um leve crescimento no salário médio por hora.
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, reiterou a capacidade da política monetária em lidar com as incertezas dos desdobramentos das políticas de Trump, observando que a taxa de juros pode permanecer restritiva caso a economia se mantenha aquecida e a inflação elevada. O mercado, por sua vez, está dividido entre maio e junho como os meses ideais para um possível corte de juros pelo Fed.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Carolina Ferreira

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