Caso Vitória: perícia não aponta sangue em carro de suspeito

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No Caso Vitória, a perícia realizada no carro de um dos suspeitos não encontrou vestígios de sangue que ligassem o veículo à adolescente encontrada morta, Vitória Regina de Souza, de 17 anos. O Instituto de Criminalística de Franco da Rocha utilizou luminol, um líquido especial para detectar sangue, mas os resultados iniciais não foram conclusivos. O material coletado será analisado em laboratório de DNA para confirmação.

Em meio a jornalistas, a perícia foi conduzida e fotos do veículo alvo da investigação foram divulgadas. Além disso, depoimentos foram colhidos pela polícia, que avalia a possibilidade de solicitar prisão temporária para dois suspeitos até o fim do dia.

Outros carros também estão sendo periciados no caso, com evidências como fios de cabelo encontrados e encaminhados para análise no IML. A polícia investiga, ainda, possíveis conexões com sete indivíduos e considera a motivação do crime como possivelmente relacionada a vingança.

O Caso Vitória chocou a região devido à brutalidade do crime. Vitória foi encontrada decapitada e com sinais de tortura em Cajamar, após ter desaparecido no final de fevereiro. Sua história envolve relatos de abordagens suspeitas e a angústia de uma jovem cujos últimos momentos foram registrados em áudios para uma amiga. O desfecho trágico do caso gerou comoção e levou as autoridades a prosseguirem com investigações detalhadas para solucionar o crime.

Leia também

Caso Vitória

  • Vitória Regina de Souza, de 17 anos, foi encontrada decapitada e com sinais de tortura na tarde do dia 5 de março em uma área rural de Cajamar, na Grande São Paulo.
  • Ela estava desaparecida desde o dia 26 de fevereiro, quando voltava do trabalho.
  • Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que o corpo estava em avançado estado de decomposição.
  • A família reconheceu o corpo por conta das tatuagens no braço e na perna e um piercing no umbigo.
  • Imagens de câmeras de segurança mostram a jovem chegando a um ponto de ônibus no dia 26 de fevereiro e, posteriormente, entrando no transporte público.
  • Antes de entrar no coletivo, a adolescente enviou áudios para uma amiga nos quais relatou a abordagem de homens suspeitos em um carro, enquanto ela estava no ponto de ônibus.
  • Nos prints da conversa, a adolescente afirma que outros dois homens estavam no mesmo ponto de ônibus e que lhe causavam medo.
  • Em seguida, ela entra no ônibus e diz que os dois subiram junto com ela no transporte público — e um sentou atrás dela.
  • Por fim, Vitória desce do transporte público e caminha em direção à sua casa, em uma área rural de Cajamar. No caminho, ela enviou um último áudio para a amiga, dizendo que os dois não haviam descido junto com ela. “Tá de boaça”. Foi o último sinal de Vitória com vida.
  • Pelo menos sete pessoas são investigadas pelo crime.
  • O delegado responsável pelo caso diz que “provavelmente foi crime de vingança”.

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