Parlamentares do PT expressam preocupação com possíveis impactos negativos nas relações diplomáticas do Brasil, inclusive com o STF (Supremo Tribunal Federal), em decorrência da possível nomeação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL) para a presidência da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara.
Mesmo com a pressão contra a nomeação de Eduardo, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), enfatizou que não há margem para interferência nesse processo. Segundo ele, a distribuição dos cargos nas comissões segue critérios regimentais, baseados no tamanho de cada bancada.
Apesar das tentativas de oposição, parlamentares do PL afirmam que é praticamente inexequível que o partido não indique Eduardo para o posto. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), sustenta que a nomeação é certa, uma vez que o próprio presidente Bolsonaro solicitou a indicação de seu filho para o cargo.
Eduardo, atual secretário de relações internacionais do partido, mantém conexões com líderes da direita global, principalmente aliados dos presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei.
O PT avalia que a atuação de Eduardo na comissão pode prejudicar o governo de Lula, especialmente durante a gestão de Trump nos EUA e a realização da COP30 (Conferência de Mudanças Climáticas da ONU) no Brasil. Além disso, acredita-se que o deputado possa usar a presidência da comissão para tumultuar os trabalhos na Câmara, especialmente no momento em que o ex-presidente enfrenta julgamentos no STF.
Para o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), a possível escolha de Eduardo representaria um desrespeito às instituições brasileiras e quase um desafio ao STF.
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