Alunos de medicina fazem apologia ao estupro em evento universitário

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São Paulo — Durante um torneio de jogos universitários, estudantes de medicina da Faculdade Santa Marcelina causaram indignação ao fazer apologia ao estupro. Uma foto em destaque revela a mensagem perturbadora de uma faixa dizendo: “entra porra, escorre sangue”, em clara referência a um ato de violência sexual, exibida por 24 alunos, sendo 23 homens e uma mulher.

O Coletivo Francisca, grupo feminista da instituição, apontou que a frase foi retirada de um hino proibido em 2017 devido à sua natureza violenta.

O incidente ocorreu durante o Intercalo, competição entre calouros de diferentes faculdades de medicina. A imagem mostra também uma faixa da atlética da Nove de Julho, outra instituição, embora os alunos na foto sejam todos da Santa Marcelina, incluindo calouros do time de handebol e membros da atlética.

O coletivo feminista Coletivo Francisca exige uma intervenção da Faculdade Santa Marcelina, pedindo a destituição do aluno responsável pela faixa, que assumiu um papel de representação estudantil esportiva. A instituição ainda não se pronunciou sobre o caso.

É importante destacar que a apologia ao estupro é crime, conforme previsto no artigo 287 do Código Penal, que descreve como crime fazer apologia a ato criminoso ou ao autor de crime. A penalidade para tal delito pode ser detenção de três a seis meses ou multa. O estupro em si é previsto no artigo 213 do Código Penal, caracterizado como constranger alguém, usando violência ou grave ameaça, a ter relação sexual ou praticar ato de natureza sexual. A pena para esse crime varia de seis a 10 anos de reclusão.

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