O adolescente detido pela morte de Thalita Marques Berquó Ramos, aos 36 anos, revelou detalhes chocantes sobre o assassinato da mulher. Em seu depoimento, ele confessou ter conduzido o corpo da vítima em um carrinho de mão até uma área de mata no Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará, onde esquartejou e enterrou partes dela.
A cabeça e as pernas foram jogadas em um córrego próximo, e o tronco foi enterrado na região. Numa reviravolta assustadora, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) anunciou ter resolvido o crime horripilante. Além do adolescente de 17 anos, outro jovem de 15 e um homem de 36 foram identificados como os responsáveis pelo ato bárbaro.
O local do crime, conforme investigações do Metrópoles, é de difícil acesso, com clima úmido e frio, o que contribuiu para a relativa conservação do cadáver, mesmo após vários dias do ocorrido em 13 de janeiro.



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Polícia deteve adolescente e adulto envolvidos no assassinato de Thalita
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Vítima teria sido agredida a pauladas antes de ser degolada e ter pernas arrancadas
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Thalita Marques Berquó Ramos foi assassinada após reclamar sobre qualidade de droga comprada
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Cabeça e pernas da vítima foram achadas em Estação de Tratamento de Esgoto (ETE)
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Segundo apurações, Thalita esteve em uma invasão dentro do parque, onde o acusado reside, para adquirir drogas. Após reclamar da qualidade da substância, ocorreu um confronto com os responsáveis pelo crime.
“Os autores são viciados, responsáveis por um pequeno tráfico na invasão nesse parque. Thalita passou o fim de semana em festas com amigos. Quando chegou a segunda-feira [13 de janeiro de 2025], ela ainda estava sob efeito de entorpecentes e foi procurar mais drogas nessa região. Os autores [do crime] atraíram a vítima para a região do córrego, onde aconteceu o desentendimento”, detalhou o delegado-chefe da 1ª DP, Antônio Dimitrov.
Nos dias posteriores ao crime, a cabeça e as pernas de Thalita foram descobertas na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Caesb no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), próximo à Vila Telebrasília.
Após a investigação, a polícia identificou os autores e demais detalhes do assassinato, localizando o tronco da vítima na última terça-feira (18/3), envolto em lençóis e enterrado no Parque do Guará.
O único adulto indicado como executor estava sob prisão preventiva devido a uma tentativa de homicídio em dezembro de 2024, na qual um dos adolescentes também esteve envolvido. O suspeito foi detido nove dias após o assassinato de Thalita.
O mais velho enfrentará acusações de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores, enquanto os adolescentes responderão como autores de atos infracionais semelhantes a homicídio e ocultação de cadáver.
Confira as imagens do local onde parte da vítima foi encontrada:
Desaparecimento
Em 2 de fevereiro, a família de Thalita informou seu desaparecimento. Em seu testemunho, a mãe da vítima revelou o histórico de consumo de drogas e internações da filha devido ao uso de entorpecentes.
A mãe relatou que Thalita já havia desaparecido em outras ocasiões, mas nunca por tanto tempo.
Pouco antes de sumir, em 11 de janeiro de 2025, Thalita enviou mensagens à mãe pelo WhatsApp informando estar no Guará com um amigo. Dois dias depois, foi o último contato entre as duas.

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