Facção venezuelana usou ação da gestão Lula para se espalhar pelo país

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A Facção venezuelana usa estratégias da gestão Lula para se expandir pelo Brasil. O Tren de Aragua, a maior organização criminosa da Venezuela, já possui membros atuando em pelo menos seis estados brasileiros, onde se aliam a facções locais e, principalmente, ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).

Esse grupo criminoso foi considerado um “inimigo de guerra” pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No Brasil, alguns de seus integrantes utilizam os benefícios oferecidos pela gestão Lula, como a Operação Acolhida, para ampliar sua rede de contatos no mundo do crime, conforme apontam investigações da Polícia Civil de Roraima.

A migração causada pelo caos político e social gerado pelo governo de Nicolás Maduro levou venezuelanos a buscar auxílio e refúgio longe de seu país, com Roraima sendo o principal porto seguro.

O grande volume de imigrantes fez com que o governo federal criasse a Operação Acolhida, com o objetivo de aliviar a situação em Roraima, tirando os migrantes de uma situação de vulnerabilidade social e oferecendo a possibilidade de se deslocarem para outros estados.

Foi em Roraima que membros do Tren de Aragua, que se intitulavam “diplomatas” do crime, desembarcaram, alguns desde 2016, se misturando a cidadãos não ligados ao mundo do crime. Gradualmente, ganharam confiança, aumentando em número e passaram a disputar territórios na cidade. Isso resultou em um aumento nos casos de homicídio, conforme dados oficiais.

Estabelecidos no território brasileiro, o Tren de Aragua estabeleceu conexões com o PCC e o CV, tornando-se o principal fornecedor de armas para facções locais, além de transportar cargas de cocaína da Colômbia para o Brasil, através da Venezuela.

Além do tráfico de drogas e armas, o grupo também está envolvido em um sofisticado esquema de tráfico de mulheres, em especial venezuelanas. Atraídas pela promessa de melhores condições de vida no Brasil, acabam sendo exploradas pelo Tren de Aragua, que controla casas de prostituição e cobra taxas das vítimas. Algumas, devido a condições precárias, se tornam dependentes de drogas, aumentando sua dívida e correndo riscos maiores.

No ano passado, a Polícia Civil de Roraima descobriu um cemitério clandestino do Tren de Aragua em Boa Vista, onde foram encontrados 10 corpos, incluindo mulheres com evidências de desmembramento. Essas descobertas revelam a crueldade e a brutalidade desse grupo criminoso, que opera de maneira implacável e devastadora.

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